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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Um desejo chamado política


As esquerdas nacionais deverão, pelo menos por uma vez na vida e pós 25 de Abril, saber unir-se.

Contrariamente ao que possam dizer alguns comentadores mal intencionados, a família da esquerda não deve ser um campo de batalha com o qual a direita sempre sonhou e que, desesperadamente tenta organizar, pretendendo quebrar a união do povo de esquerda.

É provável que o lamentável espectáculo observado este mesmo ano, antes das eleições antecipadas, e a derrota da esquerda tenha servido de lição.

É evidente que ainda existe um partido socialista com muitos marqueses, os barões pertencem á direita, e que, dum e do outro lado se canta demasiado, ou demasiado pouco frente aos micros.

Mas, dum modo geral, desde o militante de base aos costumeiros candidatos, todos devem mostrar-se à altura das esperanças que palpitam no país.

Todavia, começa a escassear o tempo antes que o povo seja mergulhado em profunda miséria social, rivalizando já com os tempos em que vigorava o Estado Novo no país, sabendo-se que, segundo se diz, nos dizem, o mais difícil está para vir.

Pois! Será necessário que toda a esquerda aguardada por uma maioria dos portugueses – consiga convencer os que, sempre numerosos, possam duvidar dela.

Convencer, é claro, da sua capacidade para enfrentar a «crise» (organizada) económica e social, cujos efeitos (recessão e desemprego) vão persistir ainda por muito tempo.

Convencer da sua vontade para reduzir o abismo das finanças públicas, cavado pela política fiscal e o clientelismo aberrante da direita.

Convencer ainda da sua vontade e firmeza em assegurar a segurança de todos, convencer enfim da sua determinação em voltar a dar, imediatamente às escolas e aos hospitais e outros serviços de saúde, como aos medicamentos, os meios duma ambição hoje «encornada».
E, portanto, tudo isto não será suficiente, pois a esquerda não poder ser apenas uma máquina para fazer outra coisa, melhor, que a direita.

Democracia, liberdade, fraternidade, justiça… Pela esquerda, dar a estas palavras um pouco do que fazia outrora a sua virtude, o que seria já voltar a dar aos portugueses o desejo da política.

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