Pedro é o tipo de
político que os portugueses já se cansaram de ver no poder. Quando a eles se
dirige, está sempre de mau humor, sempre carrancudo, dando-se ares de bom
samaritano.
Se alguém, da
oposição ou não, lhe pergunta alguma coisa relacionada com o país, não conhecendo a resposta adequada, divaga,
simula pensar e depois ataca subitamente, culpando os outros de tudo o que de
mal acontece no país, afirmando estar a reparar os erros cometidos pelos seus
antecessores, que são os únicos culpados pelo que actualmente se vive em
Portugal.
Ele era
administrador de duas ou três empresas… que faliram, devido, talvez, à sua boa
gestão. Se um dos seus colaboradores se sente mal disposto, volta a fazer cara
de caso, comprime os lábios e prega-lhe umas boas “gáspeas”, para que aprenda
que em serviço se deve estar sempre bem disposto.
Todavia, imagina-se
um motivador nato, quando se limita a falar de austeridade ao povo português,
única vítima quer das decisões políticas quer económicas, que fazem com que
abunde o desemprego, a fome e a miséria entre as fileiras de desempregados, e
mesmo dos que trabalham e recebem salários miseráveis.
Quando foi eleito,
primeiro líder do PSD, seu partido, depois como deputado e primeiro-ministro,
depois de ter proferido milhares de mentiras, não deixei de ficar curioso com o
seu futuro desempenho, coisa de dois dias ou três apenas. Logo mostrou e
demonstrou que não tinha qualquer préstimo como líder de um governo tecnocrata,
e que muitas coisas piores que más iriam acontecer.
Não me enganei no diagnóstico. Infelizmente para a cidadania nacional, uma vez que se trata de uma pessoa negativista, rancorosa e que sabe odiar os seus adversários, tomando o povo português como tal,oferecendo-lhe austeridade sobre austeridade. Como faz isso? Pois, com todo o à vontade deste mundo, carregando nas críticas e usando o ditado que fala do lobo e do cordeiro.
Penso que deve ter
amargos despertares, com mau sabor de boca, mas magicando sempre novas medidas
de austeridade, ao ponto de afirmar entre risos um tanto boçais, de que a corda
pode estar tensa, mas que ainda não rebentou e que, quando ou se tal acontecer,
saberá repará-la de forma a que possa ainda entrar nos nossos bolsos e levar
mais, sempre mais do que é nosso por direito próprio.
Lá para com ele
pensa que está a fazer tudo muito bem, obedecendo cegamente à troika, ou mesmo
ultrapassando-a, pois gosta de ficar bem na fotografia, sobretudo se ao lado de
Frau Merkel, cuja companhia procura amiudadas vezes, solicitando conselhos e
pareceres, que de imediato se apressa a colocar em prática em Portugal, e que “se
lixe tudo o resto”.
Sempre que algo de
mal acontece, limita-se a armar-se em vítima, nunca confessando que errou, que
o governo errou nas suas previsões, micro ou macro-económicas, de imediato
inventando um novo imposto que faz com que a cidadania fique não de tanga mas
de fio dental, mesmo no inverno.
Sempre que alguém, mesmo se do seu partido,
reclama, afirma estar a fazer o contrário, uma vez que é imperioso salvar
Portugal do buraco negro onde está encafuado, precisamente porque ele o meteu
lá dentro, continuando a afirmar não ser fácil fazê-lo, mas sim imprescindível.
E quando os
portugueses tentam reagir, para que não sintam certas veleidades, de imediato
retoma o caminho da austeridade, afirmando ser a única via para o
desenvolvimento sustentado.
Muito
possivelmente, compreende mal o alemão falado por Frau Merkel, nem por isso
deixando de se considerar a si próprio, qual narcisista, “aquela gajo porreiro”,
só que mal compreendido pelas hostes populares, ou mesmo intelectuais.
Quando ouve dizer,
o que se torna cada vez mais frequente, que Portugal está a viver uma onda de
assaltos, tergiversa, faz de conta e proclama ser necessário que as autoridades
policiais ajam com mais rapidez.
Para ele, conta
apenas a sua atitude, apenas o seu pensamento escabroso e turtuoso, nada se
importando que cerca de um milhão e tal de cidadãos viva no ou mesmo abaixo do
limiar da pobreza.
Trata-se,
decididamente, de um inconsciente com a pretensão de que tudo quanto faz e
manda fazer, mesmo que haja mortes a assinalar, é o único caminho para que
Portugal saia da “crise”, na qual se funda a cada hora que passa.
Este retrato, ou
melhor, este esboço, é apenas uma amostra de tudo quanto é capaz para pôr os
portugueses a dançar o “tango”.

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