PS enviou uma carta à “troika” a pedir que, na
próxima avaliação, estivessem representantes políticos e não técnicos: “É
altura de reconhecer que esta política fracassou”. PCP diz que carta socialista
apenas propõe "um retoque".
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho sublinha
que as avaliações políticas do memorando de ajustamento são feitas pelo Governo
ao mais alto nível, nomeadamente nas reuniões europeias, e não nas revisões
trimestrais. É a resposta à carta enviada pelo PS à “troika”, a pedir
representantes políticos e não técnicos.
“As nossas avaliações com a ‘troika’ são realizadas trimestralmente, nos moldes normais e que sucedem em Portugal, na Irlanda e na Grécia. Isso não nos impede de ter intervenções de natureza política mais relevante, que têm lugar no Conselho de Ministros das Finanças em Bruxelas”, afirmou Passos Coelho esta segunda-feira em Aveiro, em resposta aos jornalistas.
O secretário-geral do PS enviou uma carta às três instituições que formam a “troika” (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), pedindo que, na sétima avaliação do programa de resgate, sejam enviados a Portugal "responsáveis políticos".
“O que se diz à ‘troika’ é que é altura de reconhecer que esta política fracassou, pelo que é altura que de esta avaliação não ser feita por técnicos, mas por responsáveis políticos, que permitam ponderar os termos do memorando, o modo do ajustamento, perceber o que está a correr mal, de modo a que Portugal possa cumprir os objectivos de consolidação orçamental, sem entrar numa situação de ruptura social e económica que constatamos neste momento”, sustenta o socialista Óscar Gaspar, membro da Comissão Política Nacional.
Na carta enviada por António José Seguro aos líderes internacionais, e que também foi remetida ao primeiro-ministro, o secretário-geral socialista salienta que "a próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses".
A sétima avaliação da “troika” começa no fim do mês e deve incluir a análise, com o Governo, do corte de quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado.
PCP fala em meros retoques
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desvaloriza a carta enviada pelo líder do PS escreveu à “troika”, considerando que os socialistas apenas propõem "um retoque", dado que não têm política alternativa.
"Obviamente, não vai conseguir sensibilizar a 'troika'", afirmou o líder comunista, admitindo que, não sendo uma carta que vá "impressionar a 'troika' estrangeira", poderá recolher alguma "sensibilidade" por parte dos responsáveis da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e FMI.
O líder do PCP, que falava em conferência de imprensa na sede do partido, a propósito da reunião do Comité Central que decorreu no domingo, voltou a insistir na necessidade de o PS clarificar a sua posição acerca do memorando de entendimento.
“As nossas avaliações com a ‘troika’ são realizadas trimestralmente, nos moldes normais e que sucedem em Portugal, na Irlanda e na Grécia. Isso não nos impede de ter intervenções de natureza política mais relevante, que têm lugar no Conselho de Ministros das Finanças em Bruxelas”, afirmou Passos Coelho esta segunda-feira em Aveiro, em resposta aos jornalistas.
O secretário-geral do PS enviou uma carta às três instituições que formam a “troika” (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), pedindo que, na sétima avaliação do programa de resgate, sejam enviados a Portugal "responsáveis políticos".
“O que se diz à ‘troika’ é que é altura de reconhecer que esta política fracassou, pelo que é altura que de esta avaliação não ser feita por técnicos, mas por responsáveis políticos, que permitam ponderar os termos do memorando, o modo do ajustamento, perceber o que está a correr mal, de modo a que Portugal possa cumprir os objectivos de consolidação orçamental, sem entrar numa situação de ruptura social e económica que constatamos neste momento”, sustenta o socialista Óscar Gaspar, membro da Comissão Política Nacional.
Na carta enviada por António José Seguro aos líderes internacionais, e que também foi remetida ao primeiro-ministro, o secretário-geral socialista salienta que "a próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses".
A sétima avaliação da “troika” começa no fim do mês e deve incluir a análise, com o Governo, do corte de quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado.
PCP fala em meros retoques
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desvaloriza a carta enviada pelo líder do PS escreveu à “troika”, considerando que os socialistas apenas propõem "um retoque", dado que não têm política alternativa.
"Obviamente, não vai conseguir sensibilizar a 'troika'", afirmou o líder comunista, admitindo que, não sendo uma carta que vá "impressionar a 'troika' estrangeira", poderá recolher alguma "sensibilidade" por parte dos responsáveis da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e FMI.
O líder do PCP, que falava em conferência de imprensa na sede do partido, a propósito da reunião do Comité Central que decorreu no domingo, voltou a insistir na necessidade de o PS clarificar a sua posição acerca do memorando de entendimento.
=Renascença=

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