Apesar das
desigualdades entre homens e mulheres, observa-se uma grande evolução da
paridade entre os dois sexos, pois desde 1874 data já a primeira lei que
protege as mulheres no trabalho e também o primeiro sindicato feminino europeu,
em França.
Há também uma lei de
1971 que torna obrigatória a igualdade dos salários entre homens e mulheres
para o mesmo trabalho, mesmo que esta regra não seja sempre respeitada.
Quando as mulheres
eram excluídas dos saberes, no século XIX, as raparigas começaram a ganhar,
pouco a pouco, terreno e impuseram-se na escola. No secundário, a percentagem
de jovens raparigas aumenta cada vez mais. O efectivo de estudantes progride
com a explosão universitária, entre 1965-1968 e, em 1971, há mais raparigas que
rapazes.
Graças à progressão da
escolarização da mulher, o seu número nas profissões intermédias aumenta.
O modo de recrutamento
das escolas desempenha um papel importante para o aumento do número de mulheres
nas profissões superiores, o recrutamento baseando-se nos êxitos escolares
favorece maioritariamente as jovens.
A igualdade entre
homens e mulheres no trabalho está inscrita em todos os programas
governamentais e, a inspecção geral dos assuntos sociais deve emitir propostas
para o fazer avançar.
Na parte remuneratória
entre os dois sexos… nas empresas, os empregadores podem instituir planos cujas
acções sejam destinadas a reequilibrar o lugar da mulher na empresa, graças ao
suporte financeiro do Estado.
Assim, segundo a
responsabilidade social das empresas, deve criar-se uma parte orçamental
destinada à recuperação das diferenças salariais entre homens e mulheres.
Também entre as reformadas deve haver uma evolução, melhorando o nível médio da
reforma.
Há uma diferença de
igualdade entre homens e mulheres nas empresas que a crise actual não permite
que tenda para uma paridade e deixa calcular que só será obtida lá para 2065.

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