Todos os anos, os contribuintes anónimos, cidadãos “respeitáveis”,
«fogem» aos impostos, minimizando os rendimentos ou exagerando as deduções,
roubando assim o Estado e a todos os
cidadãos milhões – biliões – de euros.
O dinheiro roubado por esta forma excede, de longe, o
montante conseguido nos assaltos à mão armada. Mas, para esses “respeitáveis”
cidadãos, a justiça mostra-se sempre muito complacente, tal como os governantes, que só têm coragem de agir em
relação aos de menores recursos, a auqm roubam ostensivamente, para tapar os
buracos abertos por aqueles “respeitáveis” ladrões.
Contudo, ninguém considera estes delitos de “fato e
gravata” como obra de dementes criminosos. Talvez apenas esquecidos,
desmemoriados…
Os motivos que levam à maioria dos crimes até poderiam
considerar-se “normais”, no sentido que não passam de impulsos humanos:
ganância, concupiscência, ira, desejo de excitação. O problema nasce quando as
pessoas permitem que estes impulsos ultrapassem os limites impostos pela
sociedade.
Os sistemas legais reconhecem que nem todos podem ser
considerados responsáveis por ultrapassarem estes limites: em 30 de Março de
1981, Jhon Hinckley baleou o presidente Ronald Reagan, ferindo mais três
homens. Os advogados e psiquiatras, no julgamento de Hinckley, testemunharam
que este sofria de distúrbio esquizofrénico e estava obsecado pelo violento
anti-herói do filme Taxi Driver.
Com base nos exames médicos legais, um juri federal
considerou posteriormente Hinckley não culpado por “razões de insanidade mental”.
Os esquizofrénicos têm processos de raciocínio que
afectam o seu estado emocional e o controlo dos impulsos, nomeadamente da sua
agressividade. Embora muito poucos crimes de delito comum sejam praticados por
esquizofrénicos ou outros doentes mentais graves, aqueles que efectivamente
consumm são geralmente dramáticos e violentos.
O QUE É UM POSICOPATA?
Actos criminosos praticados por doentes mentais graves,
nomeadamente doentes psicóticos, são relativamente raros.
Mas muitos dos assaltantes, violadores, assassinos e
outros “marginais” que deviam passar a sua vida na prisão, julgados e
condenados sofrem de uma pertirbação grave da personalidade que os psiquiatras
designam por distúrbio de personalidade anti-social.
Os indivíduos atingidos por estes distúrbios são conhecidos pos psicopatas ou ainda sociopatas.
Os psicopatas podem ser agradáveis, inteligentes e muito
sedutores. O que os caracteriza é a falta de qualquer senso moral ou de
verdadeira preocupação pelos outros, sendo incapazes de interiorizar e viver de
acordo com os padrões familiares, sociais e morais aceites pela maioria.
Para um psicopata, a vida apenas se resume aos seus
interesses imediatos; não hesita em mentir ou burlar para satisfazer os seus
desejos.
A sua esfera emocional apresenta-se muito perturbada e
ele não consegue estabelecer relaçõe afectivas profundas ou estáveis; a dor ou
a tristeza dos outros deixa-o indiferente.
O comportamento anti-social manifesta-se logo na
adolescência. Os jovens psicopatas têm geralmente uma história de mau
funcionamento familiar,escolar e/ou social, com tendência para a impulsividade
e o conflito com os outros, mau comportamento e falta de respeito para com
familiares e professores e/ou instabilidade profissional, tendência para actos
discruptivos com laivos de crueldade (por exemplo, maltratar animais) e prática
de delitos graves.
Alguns psicopatas,
com suas mentiras (falinhas mansas), conseguem mesmo ser eleitos e
governarem o seu país, dando origem a políticas desgarradas e péssimas, e
também origem a medidas de austeridade que conduzem quer o país quer a
cidadania ao abismo, demonstrando incompetência e sobretudo falta de
sentimentos para com a população mais pobre e carente.

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