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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

«NOS MEANDROS DA MARGINALIDADE»


Todos os anos, os contribuintes anónimos, cidadãos “respeitáveis”, «fogem» aos impostos, minimizando os rendimentos ou exagerando as deduções, roubando assim o Estado e a  todos os cidadãos milhões – biliões – de euros.

O dinheiro roubado por esta forma excede, de longe, o montante conseguido nos assaltos à mão armada. Mas, para esses “respeitáveis” cidadãos, a justiça mostra-se sempre muito complacente, tal como os  governantes, que só têm coragem de agir em relação aos de menores recursos, a auqm roubam ostensivamente, para tapar os buracos abertos por aqueles “respeitáveis” ladrões.

Contudo, ninguém considera estes delitos de “fato e gravata” como obra de dementes criminosos. Talvez apenas esquecidos, desmemoriados…

Os motivos que levam à maioria dos crimes até poderiam considerar-se “normais”, no sentido que não passam de impulsos humanos: ganância, concupiscência, ira, desejo de excitação. O problema nasce quando as pessoas permitem que estes impulsos ultrapassem os limites impostos pela sociedade.

Os sistemas legais reconhecem que nem todos podem ser considerados responsáveis por ultrapassarem estes limites: em 30 de Março de 1981, Jhon Hinckley baleou o presidente Ronald Reagan, ferindo mais três homens. Os advogados e psiquiatras, no julgamento de Hinckley, testemunharam que este sofria de distúrbio esquizofrénico e estava obsecado pelo violento anti-herói do filme Taxi Driver.

Com base nos exames médicos legais, um juri federal considerou posteriormente Hinckley não culpado por “razões de insanidade mental”.

Os esquizofrénicos têm processos de raciocínio que afectam o seu estado emocional e o controlo dos impulsos, nomeadamente da sua agressividade. Embora muito poucos crimes de delito comum sejam praticados por esquizofrénicos ou outros doentes mentais graves, aqueles que efectivamente consumm são geralmente dramáticos e violentos.

O QUE É UM POSICOPATA?

Actos criminosos praticados por doentes mentais graves, nomeadamente doentes psicóticos, são relativamente raros.

Mas muitos dos assaltantes, violadores, assassinos e outros “marginais” que deviam passar a sua vida na prisão, julgados e condenados sofrem de uma pertirbação grave da personalidade que os psiquiatras designam por distúrbio de personalidade anti-social.

Os indivíduos atingidos por estes distúrbios são conhecidos pos psicopatas ou ainda sociopatas.

Os psicopatas podem ser agradáveis, inteligentes e muito sedutores. O que os caracteriza é a falta de qualquer senso moral ou de verdadeira preocupação pelos outros, sendo incapazes de interiorizar e viver de acordo com os padrões familiares, sociais e morais aceites pela maioria.

Para um psicopata, a vida apenas se resume aos seus interesses imediatos; não hesita em mentir ou burlar para satisfazer os seus desejos.

A sua esfera emocional apresenta-se muito perturbada e ele não consegue estabelecer relaçõe afectivas profundas ou estáveis; a dor ou a tristeza dos outros deixa-o indiferente.

O comportamento anti-social manifesta-se logo na adolescência. Os jovens psicopatas têm geralmente uma história de mau funcionamento familiar,escolar e/ou social, com tendência para a impulsividade e o conflito com os outros, mau comportamento e falta de respeito para com familiares e professores e/ou instabilidade profissional, tendência para actos discruptivos com laivos de crueldade (por exemplo, maltratar animais) e prática de delitos graves.

Alguns psicopatas,  com suas mentiras (falinhas mansas), conseguem mesmo ser eleitos e governarem o seu país, dando origem a políticas desgarradas e péssimas, e também origem a medidas de austeridade que conduzem quer o país quer a cidadania ao abismo, demonstrando incompetência e sobretudo falta de sentimentos para com a população mais pobre e carente.

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