O presidente do BCE disse hoje em
Bruxelas concordar que é necessário "mitigar" os efeitos do
ajustamento em países como Portugal.
Participando num debate na comissão de Assuntos Económicos do
Parlamento Europeu, Mario Draghi respondia à eurodeputada socialista Elisa
Ferreira, que perguntou ao líder do BCE se não concordava que deveriam ser
melhorados os processos de ajustamento impostos a países como Portugal,
"que seguiu à risca as recomendações da 'troika'", que o BCE integra,
mas depara-se com níveis de recessão e desemprego acima do previsto.
Draghi respondeu
que, de facto, a grande preocupação actualmente é contrariar os efeitos
negativos dos processos de ajustamento, mas defendendo ser necessário que os
Estados-membros prossigam a consolidação orçamental, "sobretudo aqueles
com dívida muito elevada", já que quanto maior o desequilíbrio, "mais
necessária é a consolidação".
Por isso, segundo
Mario Draghi, importa encontrar uma forma de "mitigar os efeitos da
consolidação orçamental, mas sem adiar o ajustamento".
Ainda em resposta
a Elisa Ferreira, que voltou a pedir a palavra para perguntar ao presidente do
BCE se não concorda que deve ser tida em conta a situação específica de cada
país e o ambiente generalizado de recessão na Europa, Draghi sustentou que tal
já é feito, pois os processos de consolidação "são feitos à medida de cada
país", que "não há um modelo idêntico para todos", mas insistiu
que não pode ser esquecida a vertente de combate ao desequilíbrio das contas
públicas.
=Económico=

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