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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

«ÁTILA: O SENHOR DOS HUNOS…»


Em 440, os exércitos e as armadas do Império Romano do oriente tentavam recuperar a África do Norte das mãos dos Vândalos.

Os romanos não consideravam a possibilidade de serem ameaçados pelos Hunos, pastores nómadas asiáticos que tinham migrado para a Roménia e a Ucrânia.

Pensavam que os reis hunos – Uldin, Rua e agora Átila – podiam ser manipulados ou, se necessário, derrotados. Viriam a ser brutalmente desenganados.

Nos primórdios de 441, Átila atravessou a fronteira do Danúbio e conquistou a cidade romana de Viminacium (Kastolacz). Pilhou-a, escravizou a sua população e demoliu a urbe, pedra por pedra. O choque despertou imenso terror por todos os Balcãs.

Átila conseguiu unir as suas tribos de nómadas das estepes, impondo uma monarquia centralizada e aperfeiçoando um sistema militar baseado em manobras de cavalaria relampejantes e no poderoso arco cita.

O seu objectivo não era assenhorear-se de terras, mas sim saquear haveres para contentar a sua horda de guerreiros.

Os hunos calcorrearam milhares de quilómetros nas planícies, a ponto de um observador romano dizer que parecia que viviam em cima das selas.

Dominaram uma área que ia do Mar Cáspio até à Hungria e, ao norte, até à Polónia. Para manter este extenso território, Átila tinha de viajar constantemente. A sua corte era um conjunto de tendas ricamente decoradas.

Átila era um chefe de considerável presença – deu as boas-vindas ao embaixador Prisco de Panium com um grupo de donzelas bailarinas.

Num banquete em que o seu séquito usava ricas sedas e bebia de taças douradas, Átila estava sentado sozinho num palanque vestindo simples roupas de pele e bebendo de um recipiente de madeira.

Átila também era um tirano. Quando os romanos recusaram as suas exigências de um enorme tributo em ouro, as suas hordas destruíram cinco cidades romanas, derrotaram dois exércitos romanos e só foram detidos às portas de Constantinopla. Então, em 450, Átila voltou-se para o Ocidente da europa.

O general romano Aécio negociou com  habilidade uma coligação de nações ocidentais e em 451 defrontou Átila próximo de Châlons, a leste de Paris.

Uma batalha sangrenta envolvendo quarenta mil homens, terminou inconclusiva.

Para Átila uma batalha que não resultasse em saque era o equivalente a uma derrota: as nações que lhe estavam sujeitas começaram a desertar.

Desesperado, invadiu a Itália, tomou Milão, e ameaçou Roma. Por último, na Primavera de 453, depois de uma festa com muito álcool para celebrar o seu casamento, foi encontrado morto devido a uma hemorragia causada por um ferimento no nariz.

No espaço de um ano, a confederação de tribos desfez-se. Átila soubera como abalar a Terra, mas não como governá-la. Podia destruir o que os outros construíam, mas não sabia criar.

«Tal como o senhor Pedro. Os portugueses souberam lutar por uma vida melhor, e quando ele tomou o poder, começou a destruir tudo quanto haviam conseguido, sem qualquer preconceito entrou-lhes nos bolsos, para que pagassem o que outros roubaram. Em termos graves, o Portugal de hoje, os portugueses, vivem em constante sobressalto devido ao tirano que se instalou no governo da nação!»

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