Em 2012, mais de sete milhões de portugueses
foram pelo menos uma vez ao médico de família, sendo este o maior registo desde
que o sistema é monitorizado. A crise não é alheia a esta situação. São cada
vez mais os utentes que estão a deixar o privado para recorrer ao serviço
público de saúde, avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias (JN).
Um relatório da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS),
relativo à monitorização mensal da actividade assistencial do Serviço Nacional
de Saúde (SNS), indica que no ano passado recorreram ao médico de família sete
milhões e 43 mil portugueses, mais 312 mil utentes do que em 2011.
“O aumento do número de utentes
está relacionado com a maior abertura dos serviços e com as condições
socioeconómicas da população.
Temos muitas pessoas que antes podiam recorrer ao
privado e que agora vão ao médico de família”, explica Alexandre Lourenço,
vogal da ACSS, acrescentando que este ano é previsível que o número de utentes
que recorre ao médico de família mantenha a tendência de aumento.
Ao mesmo tempo regista-se uma diminuição no número de consultas
(menos 1,4 milhões do que em 2011). A prescrição electrónica de receitas, com
validade por seis meses, é apontada por Alexandre Lourenço como uma medida que
evita as idas desnecessárias a consultas.
Outra conclusão do relatório da
ACSS é que o aumento das taxas moderadoras afastou quase meio milhão de
portugueses das urgências hospitalares. No ano passado, o número de
atendimentos recuou para os 5,92 milhões, contra os 6,42 milhões registados em
2011.
N.M.
PS: Infelizmente, o drama alarga-se para além dos médicos
de família, aos especialistas em psiquiatria, que se vêm a braços com uma
verdadeira “epidemia” de casos difíceis.
Estes políticos da treta poderão vir a ser acusados por “crimes
de lesa-povo”, com todas as suas medidas de austeridade e de marginalização,
pelas políticas anti-sociais e laborais, que originam cada vez mais desemprego.

Sem comentários:
Enviar um comentário