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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crise empurra milhares de doentes para o médico de família


Em 2012, mais de sete milhões de portugueses foram pelo menos uma vez ao médico de família, sendo este o maior registo desde que o sistema é monitorizado. A crise não é alheia a esta situação. São cada vez mais os utentes que estão a deixar o privado para recorrer ao serviço público de saúde, avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias (JN).
Um relatório da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), relativo à monitorização mensal da actividade assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS), indica que no ano passado recorreram ao médico de família sete milhões e 43 mil portugueses, mais 312 mil utentes do que em 2011.

“O aumento do número de utentes está relacionado com a maior abertura dos serviços e com as condições socioeconómicas da população. 

Temos muitas pessoas que antes podiam recorrer ao privado e que agora vão ao médico de família”, explica Alexandre Lourenço, vogal da ACSS, acrescentando que este ano é previsível que o número de utentes que recorre ao médico de família mantenha a tendência de aumento.

Ao mesmo tempo regista-se uma diminuição no número de consultas (menos 1,4 milhões do que em 2011). A prescrição electrónica de receitas, com validade por seis meses, é apontada por Alexandre Lourenço como uma medida que evita as idas desnecessárias a consultas.

Outra conclusão do relatório da ACSS é que o aumento das taxas moderadoras afastou quase meio milhão de portugueses das urgências hospitalares. No ano passado, o número de atendimentos recuou para os 5,92 milhões, contra os 6,42 milhões registados em 2011.

N.M.

PS: Infelizmente, o drama alarga-se para além dos médicos de família, aos especialistas em psiquiatria, que se vêm a braços com uma verdadeira “epidemia” de casos difíceis.

Estes políticos da treta poderão vir a ser acusados por “crimes de lesa-povo”, com todas as suas medidas de austeridade e de marginalização, pelas políticas anti-sociais e laborais, que originam cada vez mais desemprego.

A crise real é o próprio governo!!!!

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