O Governo já anunciou que as
"poupanças" na despesa, o corte de 4 mil milhões, terão que ser
postas em prática em três anos e não apenas em dois, alargando-se o prazo para
2015. O ministro dos Negócios Estrangeiros, prepara os argumentos a apresentar à
troika.
Cabe a Paulo Portas escrever os melhores argumentos que Portugal
apresentará à troika, o final do mês de Fevereiro, para justificar a
necessidade de diluir no tempo, por mais um ano, o corte de quatro mil milhões
de euros na despesa pública.
Conforme o acordado na quinta
revisão do memorando, feita em Outubro passado, o corte de 4 mil milhões na
despesa pública seria concretizado no espaço de dois anos, até 2014. No
entanto, segundo o Diário de Notícias, a diminuição das exportações no final do
ano passado fez soar o alarme no Governo, sendo agora necessário alargar em
mais um ano o prazo.
De acordo com a publicação de hoje do DN, os argumentos de Portas
vão ao encontro com aquilo que o CDS já havia escrito à troika em Janeiro deste
ano: "as próximas avaliações" deverão "ter em conta os
indicadores sobre a situação económica e de emprego na Zona Euro e em Portugal,
a evolução do pensamento das organizações internacionais sobre os programas de
ajustamento, e a necessidade imperativa de as reduções de despesa permanente
acautelarem simultaneamente o desafio demográfico, a importância do consenso
político e a preservação do acordo social".
Perante esta situação, o
primeiro-ministro Pedro Passos Coelho admitiu que Portugal necessita de
"cumplicidade e apoio" por parte dos credores, pois o País terá
dificuldades em solucionar os problemas por si só.
N. M.

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