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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bloco propõe medidas para "travar espiral recessiva"


O Bloco de Esquerda apresentou, este domingo, um pacote de medidas para estimular a economia através da Caixa Geral de Depósitos e dos bancos recapitalizados, de novas regras no acesso ao crédito e da redução do IVA na energia e restauração.
Este conjunto de iniciativas legislativas foi anunciado pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, numa conferência de imprensa na sede do partido.

A líder do BE apresentou um projecto de lei que impõe "uma taxa travão" no crédito a conceder às empresas, para que esse financiamento "nunca possa ser em 20% superior à taxa de juro praticada no resto da Zona Euro".

"As pequenas e médias empresas em Portugal representam 75% do emprego e estão neste momento a financiar-se na banca em condições piores do que as empresas gregas", advertiu.

Catarina Martins defendeu também que os bancos recapitalizados pelos fundos públicos devem ser obrigados a utilizar, "pelo menos, 50% desses fundos no financiamento de empresas não financeiras, da economia real, com uma taxa de juro que não ultrapasse a média da Zona Euro".

Para a Caixa Geral de Depósitos, o BE propõe também um papel mais ativo no financiamento das empresas: O banco público usaria "o remanescente dos fundos de recapitalização dos bancos, mais de seis mil milhões de euros, para financiar empresas não financeiras".

Os bloquistas consideram que a ideia de criar um banco de fomento não faz sentido quando já existe "um banco público, que deve ser o primeiro instrumento de" dinamização da economia portuguesa.

A coordenadora do BE sublinhou que o tecido empresarial português não pode estar à espera de "um banco de fomento que não existe" e que "fragilizaria" o papel da Caixa, quando "todos os dias fecham 24 empresas".

A dirigente bloquista referiu ainda que das "várias reuniões com empresas e sindicatos" que tem tido, o custo da energia é um dos aspectos mais criticados, "é um dos mais elevados na Europa", e que mais pesa nos orçamentos.

N. M.


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