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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

«A EVOLUÇÃO DA BANCA»


A actividade bancária tem oleado as roldanas do comércio deste tempos imemoriais, desenvolvendo-se ao longo dos séculos para formar o que hoje é o núcleo financeiro de que dependem as economias mundiais.

Dinheiro foi cunhado, trocado e emprestado no mundo antigo, mas foi na Itália medieval, entre os seus mercadores e comerciantes, que algo parecido com a banca moderna foi pela primeira vez introduzido.

O bancherius era um cambista que em Génova no século XII recebia depósitos de negocviantes locais e concedia crédito; os banchi di scritta eram venezianos do século XIII que não só recebiam depósitos, mas que também, através de um mecanismo chamado letra de câmbio, transferiam pagamentos de compradores para vendedores.

Os banqueiros genoveses mantiveram a sua imnportância, mas gradualmente o centro nevrálgico mudou-se para norte, para os Fuggers de Ausburgo, uma dinastia financeira alemã.

A figura principal, Jacob Fugger, o Rico, foi pedra fundamental no financiamento do império dos Habsburgos sob Carlos V no século XVI. Descendia de mercadores de lã que tinham feito fortuna na mineração de prata.

A banca comercial desenvolveu-se significativamente na Europa nos dois séculos seguintes, liderada pelos banqueiros-ourives de Londres – cambistas a quem os mercadores deixavam os seus valores em ouro como garantia – mas manteve-se como uma indústria menor e fragmentada de capitais privados, reflectindo efectivamente uma economia pré-industrial.

O progresso essencial surgiu com a introdução dos bacos estatais, os bancos centrais do futuro. O Banco de Inglaterra foi o primeiro. Fundado em 1694, tinha funções diversas e incluía nas suas actividades ser o banqueiro quotidiano do governo, emprestando-lhe capitais em tempo de guerra, trazendo ordem à emissão de notas e ajudando a desenvolver o sistema financeiro.

Hoje, actua como banco dos bancos,executa as políticas monetária e cambial e gere a dívida nacional. Outros bancos centrais proliferaram durante o século XIX. Na década de 20 do século XX, a cooperação dos bancos centrais internacionais era uma componente indispensável da ordem mundial.

No século XIX, Londres tinha substituído Amesterdão como o principal centro financeiro mundial. Crucial para a sua ascensão contínua até à Primeira Guerra Mundial foi o aparecimento dos bancos de investimento. Gravitando á volta de Londres, fizeram muito para financiar a industrialização da economia global, tendo sido descritos como a “sexta grande potência” europeia.

No século XIX ocorreu uma outra revolução: o aparecimento de bancos de accionistas, isto é, em vez do que acontecia habitualmente até então, os bancos não pertenciam a um dono ou a uma família, mas sim a um largo espectro de detentores das suas acções, permitindo uma maior capitalização e âmbito de operações. O uso de cheques para retirar dinheiro e pagar contas tornou-se comum.

Na década de 20, do século XX, os sistemas bancários no mundo desenvolvido tinham ficado extremamente concentrados, altamente capitalizados e sensíveis aos desejos dos bancos centrais. Ofereciam um vvasto leque de serviços financeiros e de facilidades de empréstimo, tal como serviços especializados para compradores particulares.

Nos dias de hoje, os governos limitam-se a obedecer-lhes cegamente, e os povos mendigam graciosamente devido aos altos interesses de que gozam, recebendo fabulosos lucros á custa do mal social, que é o capitalismo global. O que demonstra a urgência em mudar a ordem mundial.

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