A actividade bancária tem oleado as roldanas do comércio
deste tempos imemoriais, desenvolvendo-se ao longo dos séculos para formar o
que hoje é o núcleo financeiro de que dependem as economias mundiais.
Dinheiro foi cunhado, trocado e emprestado no mundo
antigo, mas foi na Itália medieval, entre os seus mercadores e comerciantes,
que algo parecido com a banca moderna foi pela primeira vez introduzido.
O bancherius era um cambista que em Génova no século XII
recebia depósitos de negocviantes locais e concedia crédito; os banchi di
scritta eram venezianos do século XIII que não só recebiam depósitos, mas que
também, através de um mecanismo chamado letra de câmbio, transferiam pagamentos
de compradores para vendedores.
Os banqueiros genoveses mantiveram a sua imnportância,
mas gradualmente o centro nevrálgico mudou-se para norte, para os Fuggers de
Ausburgo, uma dinastia financeira alemã.
A figura principal, Jacob Fugger, o Rico, foi pedra
fundamental no financiamento do império dos Habsburgos sob Carlos V no século
XVI. Descendia de mercadores de lã que tinham feito fortuna na mineração de
prata.
A banca comercial desenvolveu-se significativamente na
Europa nos dois séculos seguintes, liderada pelos banqueiros-ourives de Londres
– cambistas a quem os mercadores deixavam os seus valores em ouro como garantia
– mas manteve-se como uma indústria menor e fragmentada de capitais privados,
reflectindo efectivamente uma economia pré-industrial.
O progresso essencial surgiu com a introdução dos bacos
estatais, os bancos centrais do futuro. O Banco de Inglaterra foi o primeiro.
Fundado em 1694, tinha funções diversas e incluía nas suas actividades ser o
banqueiro quotidiano do governo, emprestando-lhe capitais em tempo de guerra,
trazendo ordem à emissão de notas e ajudando a desenvolver o sistema
financeiro.
Hoje, actua como banco dos bancos,executa as políticas monetária e cambial e gere a dívida nacional. Outros bancos centrais proliferaram durante o século XIX. Na década de 20 do século XX, a cooperação dos bancos centrais internacionais era uma componente indispensável da ordem mundial.
No século XIX, Londres tinha substituído Amesterdão como
o principal centro financeiro mundial. Crucial para a sua ascensão contínua até
à Primeira Guerra Mundial foi o aparecimento dos bancos de investimento.
Gravitando á volta de Londres, fizeram muito para financiar a industrialização
da economia global, tendo sido descritos como a “sexta grande potência”
europeia.
No século XIX ocorreu uma outra revolução: o
aparecimento de bancos de accionistas, isto é, em vez do que acontecia
habitualmente até então, os bancos não pertenciam a um dono ou a uma família,
mas sim a um largo espectro de detentores das suas acções, permitindo uma maior
capitalização e âmbito de operações. O uso de cheques para retirar dinheiro e
pagar contas tornou-se comum.
Na década de 20, do século XX, os sistemas bancários no
mundo desenvolvido tinham ficado extremamente concentrados, altamente
capitalizados e sensíveis aos desejos dos bancos centrais. Ofereciam um vvasto
leque de serviços financeiros e de facilidades de empréstimo, tal como serviços
especializados para compradores particulares.
Nos dias de hoje, os governos limitam-se a obedecer-lhes cegamente, e os povos mendigam graciosamente devido aos altos interesses de que gozam, recebendo fabulosos lucros á custa do mal social, que é o capitalismo global. O que demonstra a urgência em mudar a ordem mundial.

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