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terça-feira, 16 de abril de 2013

Metade dos milhões injectados no BPN foi parar à Caixa

Mais de 50% dos 1.033 milhões de euros injectados nas sociedades que gerem os activos tóxicos do Banco Português de Negócios (BPN), em 2012, serviram para pagar à Caixa Geral de Depósitos (CGD), avança o i.
O Estado injectou 1.033 milhões de euros no BPN, no entanto quase 600 milhões de euros foram entregues à CGD.

Entre pagamento antecipado de empréstimos e juros, o banco do Estado recebeu 597 milhões de euros pelo papel que desempenhou no BPN nacionalizado.

Também segundo o i, o caso BPN conhece mais uma novidade. Um dos arguidos garante ter sido usado pelos responsáveis do banco.

O antigo ministro da Saúde do Governo de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho, que está acusado de ter recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros do BPN, recusa a ideia de ter sido um ‘testa-de-ferro’ nos negócios do banco.

Arlindo Carvalho afirmou, citado pelo i, que considera ter sido “utilizado”pelos administradores do BPN em pelo menos um negócio de compra e venda de uns terrenos, na Guia.

De lembrar que em Fevereiro de 2013, na recta final da acusação do caso em tribunal, o antigo ministro, do mesmo Governo que Oliveira e Costa, asseverou que “não actuou conscientemente” para servir o banco, ocultando a aquisição de património, “nem visou prejudicar o grupo SLN nem terceiros”.

Arlindo Carvalho responde perante acusações de burla, fraude fiscal qualificada e abuso de confiança.

N. M.

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