Mais de 50% dos 1.033 milhões de euros injectados nas sociedades que gerem
os activos tóxicos do Banco Português de Negócios (BPN), em 2012, serviram para
pagar à Caixa Geral de Depósitos (CGD), avança o i.
O Estado injectou 1.033 milhões de euros no BPN, no entanto quase
600 milhões de euros foram entregues à CGD.
Entre pagamento antecipado de
empréstimos e juros, o banco do Estado recebeu 597 milhões de euros pelo papel
que desempenhou no BPN nacionalizado.
Também segundo o i, o caso BPN
conhece mais uma novidade. Um dos arguidos garante ter sido usado pelos
responsáveis do banco.
O antigo ministro da Saúde do
Governo de Cavaco Silva, Arlindo Carvalho, que está acusado de ter recebido
ilegitimamente mais de 80 milhões de euros do BPN, recusa a ideia de ter sido
um ‘testa-de-ferro’ nos negócios do banco.
Arlindo Carvalho afirmou, citado pelo i, que considera ter sido
“utilizado”pelos administradores do BPN em pelo menos um negócio de compra e
venda de uns terrenos, na Guia.
De lembrar que em Fevereiro de
2013, na recta final da acusação do caso em tribunal, o antigo ministro, do
mesmo Governo que Oliveira e Costa, asseverou que “não actuou conscientemente”
para servir o banco, ocultando a aquisição de património, “nem visou prejudicar
o grupo SLN nem terceiros”.
Arlindo Carvalho responde
perante acusações de burla, fraude fiscal qualificada e abuso de confiança.
N. M.

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