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terça-feira, 16 de abril de 2013

A descontracção de Cavaco

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, destacou o papel do presidente da Comissão Europeia na melhoria da imagem de Portugal na imprensa internacional depois do ‘chumbo' do Tribunal Constitucional a algumas normas do Orçamento do Estado para 2013, e, ao mesmo tempo declarou: "Quando a Assembleia da República reafirma a confiança no Governo, o Presidente fica descontraído"
"Quem está a grande distância não apreende as subtilezas", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa conversa informal com os jornalistas no avião que transportou a comitiva presidencial desde Lisboa até Bogotá, na Colômbia, país que o chefe de Estado visita oficialmente entre hoje e quinta-feira.

Lembrando que na imprensa internacional se espalhou muito a ideia de que um ‘chumbo' do Tribunal Constitucional equivaleria à aprovação de uma moção de censura, tentando-se ligar uma crise política à decisão do Tribunal, Cavaco Silva enfatizou que "[Durão] Barroso ajudou a desfazer essa imagem".

Evitando sempre falar sobre as tensões no Governo na sequência do ‘chumbo' do Tribunal Constitucional, Cavaco Silva recordou que enquanto chefe de Estado nunca fez comentários sobre decisões de tribunais.

Contudo, acrescentou, quando era primeiro-ministro também fez esses comentários e até chegou a fazer uma comunicação ao país em 1989 sobre o ‘chumbo' do Tribunal Constitucional a legislação laboral.

E, depois disso, continuou Cavaco Silva, o seu Governo corrigiu a legislação e pediu ao Presidente da República para a enviar novamente para o Tribunal para averiguar se já estava tudo de acordo com a Lei Fundamental.

Na conversa informal com os jornalistas, o chefe de Estado foi igualmente questionado sobre a moção de censura ao Governo apresentada pelos socialistas, reafirmando as ideias que já tinha transmitido dois dias depois da iniciativa ter chumbado no parlamento.

"Quando a Assembleia da República reafirma a confiança no Governo, o Presidente fica descontraído", disse, sublinhando que, desde a revisão constitucional de 1982, o parlamento é a única instituição que pode derrubar o Executivo.

O Presidente da República referiu-se ainda brevemente há possibilidade de a Avianca apresentar nova proposta à privatização da TAP gracejando que espera que "paguem muito bem".

Num tom mais sério, o chefe de Estado notou que "na Colômbia o poder político tem muito boa impressão da Avianca".

N. M.

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