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domingo, 14 de abril de 2013

«DURA LEX, SED LEX»

Uma vez mais o senhor Pedro demonstra ter ganho amor à função pública. Trata-se de um amor assolapado, insubstituível, que o esvazia completamente de todo o bom senso.

Não se cansa de acusar o Tribunal Constitucional pelo chumbo efectuado sobre algumas inconstitucionalidades constantes no OE/2012, e, vai daí, lança-se de cabeça sobre os funcionários, fazendo as mais ridículas afirmações que não passam de mentiras.

Porque se o seu governo, e ele próprio tivessem respeitado a Constituição, não teria sofrido o vexame, para ele considerado uma ofensa, de ver ser parido aquele chumbo que lhe serve de bode expiatório para crivar de mais cortes os funcionários públicos.

Podemos todos afirmar, categoricamente, que deve sofrer de “alucinações”, que o impedem de ver a realidade, apesar de ter ouvido, como nós também ouvimos o senhor Silva dizer que o TC é o guardião da le-geral do país, a Constituição.

Mas, como mentiu durante a campanha, muito possivelmente ganhou-lhe o gosto, viciando-se nesse mau hábito, e agora não pára de citar o TC como único culpado pelos malefícios que causa aos cidadãos em geral.

O senhor Pedro não deve ter feito as lubrificações necessárias para se manter em forma, sobretudo mentalmente falando, pois não dá tréguas nem ao TC nem aos cidadãos, sobretudo os funcionários públicos que são chamados, por ele, a pagar o que não devem nem podem, pois também são seres humanos que devem gozar dos mesmos direitos que todos os demais.

As leis são feitas para serem cumpridas, e todo o governo deve dar o exemplo cumprindo-as escrupulosamente, até para que toda a sociedade veja como se deve comportar.

Mas também, e foi a senhora ministra da justiça quem o disse, “ninguém no país está acima da lei”, pelo que o senhor Pedro se deve mentalizar, de uma vez por todas, que quem meteu “a pata na poça” foram eles e que não pode, como primeiro-ministro, dar uma no cravo e outra na ferradura, e sobretudo estar sempre a inventar novas maneiras de endrominar mais mentiras e sobretudo mais impostos, que no fundo são roubos ostensivos sobre os parcos salários e pensões de aposentados da função pública ou até do sector privado.

Gostaria de saber que mal lhe fizeram os portugueses, que até votaram maioritariamente nele e no seu partido, para que se vingue neles de forma tão perversa como a que tem posto em prática.

Se algo me faz ficar boquiaberto, é a forma como o que se afirma presidente de todos os portugueses o apoie nos seus saques às bolsas dos cidadãos, funcionários públicos ou não.


Não acham que era tempo de reflectirem e de pararem, olhar e escutar e depois irem embora deixando o lugar a quem sinta mais sensibilidade social e quem dirija melhor os destinos da nação?

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