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sábado, 6 de abril de 2013

«COMO FERAS ACOSSADAS…»


Vão reunir-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário, para analisarem e traçarem rotas que lhes permitam, apesar e sobretudo devido ao chumbo do Tribunal Constitucional, porque o senhor Pedro se sente “ferido” no seu orgulho, mesmo sabendo que o documento a que deu o nome de Orçamento de Estado para 2013, não cumpria as regras pré-estabelecidas pela lei-geral do país.

Mas, como o senhor Silva o havia promulgado, porque raio o chumbou, naqueles quatro pontos essenciais para a cidadania em geral? Porque lhe fazem semelhante afronta? Não possui, entre os seus ministros, aquele que é o maior tecnocrata europeu das finanças?

Para ele, Pedro Passos Coelho, só conta a sua vontade. Tudo quanto faz, quanto diz e quanto pensa é a única coisa que conta, pelo que se sente humilhado, não pelo chumbo em si mesmo, mas porque sofreu o vexame da derrota institucional.

E como não sabe o que é saber conviver democraticamente, saber impor-se quando deve e saber ceder quando também deve, pretendendo fazer prevalecer, custe o que custar e doa a quem doer a sua forma de pensar, e como sente já a falta do seu antesrior braço direito, e existe a ameaça de mais deserções no seio do seu governo, deve ter dormido muito pouco e mal, pois não esperava uma afronta como a sofrida ontem à noite.

Tinha ainda esperanças de que, tal como aconteceu no ano passado, o Tribunal Constitucional deixaria passar as irregularidades, verdadeiras desgraças nacionais, constantes no documento designado Orçamento de Estado para o ano em curso.

Mas, Pedro é um radical. Um indivíduo egocentrista, e deve ser á sua volta que deve girar tudo no país que é Portugal, pelo que, amigos, companheiros e camaradas, podemos contar com a tentativa de pancada que não deixará de tentar desferir sobre todos nós, querendo vingar-se da humilhação sofrida.

Se temos estado alerta, se temos manifestado nas ruas todo o descontentamento vivido, deveremos a partir de hoje mesmo redobrar os cuidados, porque ele não deixará de tentar dar a volta às decisões do Tribunal Constitucional, seja por decreto seja de qualquer forma ao seu alcance, fazer com que se prolongue o sofrimento da cidadania.

Vai tentar persuadir aqueles que para já declararam pretender ser substituídos no governo, Paula Teixeira da Cruz e Paulo Macedo, a manterem-se nos seus lugares, até que passem os efeitos psicológicos de tão grave incidente que lhe retiraram o sono.

Não admirará nada, ninguém, que o ministro Nuno Crato seja o próximo a sair do governo, após o aparecimento de uma carta de demissão, alegando possivelmente problemas pessoais ou de saúde, uma vez que o senhor Pedro se deve sentir sedento de vingança pelo castigo imposto ao seu ex-braço direito, de seu nome Miguel Relvas.

Para já, tudo se manterá como está, dado que daria muito nas vistas que todos ou vários ministros alegassem determinados motivos para sairem do governo, mas que se prepara uma purga, não tenho a menor dúvida, falando-se já da transferência de Miguel Macedo para substituir Relvas nos Assuntos Parlamentares, sendo necessário formular o convite a alguém que seja de confiança para a pasta da Administração Interna. E, logo de seguida, novas medidas de austeridade se seguirão, impostas com mais rancor que nunca, porque um radical jamais solicita o alargamento dos prazos para pagamento da dívida nacional, e jamais tocará nas regalias do corpo ministerial, ou dos deputados, dos assessores para diminuir a despesa de Estado, devendo ser o pobre, mas nobre povo português a pagar o que outros gastaram, ou se abarbataram, como aconteceu no caso do BPN e gozam hoje de riqueza que jamais teriam se agissem e vivessem honestamente.

Portanto, mantenhamo-nos o mais alerta possível, pois não deverá demorar a que o senhor Pedro mostre tudo quanto vale.

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