Os pedidos, de antigos líderes e de históricos dos sociais-democratas, de
uma remodelação mais profunda do Executivo são apenas um dos exemplos de que a
oposição ao Governo não é feita apenas pela Esquerda. O PSD também tem apontado
críticas chegando mesmo a pedir a cabeça de Vítor Gaspar, de acordo com o i.
A oposição ao
Governo é tão ou mais feroz dentro do próprio partido da maioria. São várias as
vozes de figuras de proa do PSD que vêm publicamente criticar o Executivo. O
primeiro-ministro Passos Coelho e o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, são os
mais visados.
O discurso reprovador ganhou ainda mais adeptos após a reacção do
Governo ao chumbo de quatro normas do Orçamento de Estado pelo Tribunal
Constitucional.
A antiga líder social-democrata,
Manuela Ferreira Leite, por exemplo, afirmou na TVI24 que ficou “perplexa” por
o Executivo não ter visto a decisão de inconstitucionalidade como “uma
oportunidade” em vez de “uma contrariedade”, acrescentando que “vão insistir na
austeridade” e que não se está a “chegar a ponto algum”, cita o i.
Para o histórico do partido e
ex-conselheiro de Estado, António Capucho, Passos deveria ter aproveitado a
demissão do ministro Miguel Relvas para fazer uma remodelação “urgente e
credível” que incluísse a saída de Vítor Gaspar.
Outro antigo líder ‘laranja’
muito crítico do Governo, e em especial do ministro das Finanças, é Marques
Mendes que culpa Gaspar de “desprezar o povo” e Passos de ser teimoso, acusação
que é partilhada por Marcelo Rebelo de Sousa.
O ministro da Defesa, apesar de
menos criticado, não escapa à censura de algumas vozes do partido. O dirigente
e antigo ministro de Durão Barroso, José Luís Arnaut, acusa Aguiar-Branco de
falta de preparação democrática para levar a cabo a reforma das Forças Armadas.
N. M.

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