Existirá um tamanho de família ideal?
Livros como “à dúzia é
mais barato” e filmes como “Música no Coração” dão-nos uma imagem maravilhosa
das vantagens de uma grande família: calor, participação, alegria.
Reflectem a crença de que
as famílias grandes promovem o desembaraço, a independência e a
responsabilidade nas suas crianças e desencorajam o egoísmo e a
autocomiseração.
Há quem pense que uma
família numerosa amortece aquilo que é visto como o enraizamento e o isolamento
da vida moderna.
“Nos nossos tempos, a
sensação de ter um grande grupo de pessoas que gostem de nós, em que possamos
apoiar-nos, dá às famílias grandes uma sensação de segurança e conforto”,
afirma Michael Khan, psicólogo da Universidade de Hartford.
Contrastando com essa afirmação,
existe pelo menos um estudo que sugere que, de uma forma geral, os filhos de
famílias numerosas não são tão bons estudantes como os das famílias pequenas e
têm maior índice de delinquência.
O papel mais difícil, mais
próximo, na educação e organização de uma família cabe ainda principalmente à
mãe, apesar da tendência que existe actualmente para que essa responsabilidade
seja partilhada por ambos os elementos do casal.
E quanto maior a família,
maior a sobrecarga de trabalho físico e disponibilidade psicológica exigida á
mulher.
Nalguns casos, as crianças
mais novas na hierarquia familiar adquirem uma receptividade às novas ideias
que as mais velhas, preocupadas em corresponder às expectativas nelas
depositadas pela família, não possuem.
Num estudo do Instituto de
Altos Estudos da Universidade de Princeton, Frank Sulloway investigou as vidas
de eminentes cientistas dos últimos quatro séculos.
verificou que, na maioria, os cientistas que apoiaram à partida teorias científicas revolucionárias para a sua época, por exemplo a teoria do movimento planetário, de Copérnico, ou a teoria da personalidade, de Freud, eram filhos mais novos e que 80% dos conservadores eram primogénitos.
(…)

Sem comentários:
Enviar um comentário