Karl Marx escreveu que: «Os filósofos tentaram anteriormente explicar o
mundo. A nossa tarefa é mudá-lo.»
Este incitamento à acção foi a chave para a transformação de uma teoria
social e económica do século XIX num movimento de massas do século XX.
A ideia de uma sociedade sem classes, na qual a posse pública substitui
os interesses privados, é comum, em certa medida, a todas as formas de
socialismo.
Fundamental ao comunismo é a convicção de que o processo é historicamente
inevitável, que deve ser imposto na sua totalidade e que a ditadura do
proletariado é necessária para o alcançar.
Para os marxistas, a luta de classes é o motor da mudança, que conduz a
sociedade para a frente, da escravidão e do feudalismo ao capitalismo e, por
fim, ao comunismo.
Marx defendia que os sistemas existentes não podiam ser reformados devido à força da reacção e aos interesses instalados; era necessária uma revolução burguesa ou capitalista antes que o feudalismo pudesse ser derrubado.
Por seu lado, a classe trabalhadora deverá avançar através da destruição do capitalismo e da burguesia.
Só então estaria preparado o caminho para a posterior destruição do
Estado já numa verdadeira sociedade comunista e sem classes.
Outros socialistas basearam as suas campanhas na moralidade e nas urnas eleitorais.
A crueldade do comunismo fluiu da crença de que o conflito violento fazia
parte da sua missão.
Tal extremismo conquistou-lhe o maior país do mundo, a Rússia, e o mais
povoado, a China.
PRIMEIRO SUCESSO DO COMUNISMO
O comunismo teve sucesso porque, na sua forma mais centralizada tal como
foi projectada pore Vladimir Lenine, não tolerava qualquer oposição.
Mas a sua inflexibilidade e a sua falta de humanismo acabou, finalmente,
por o enfraquecer.
Caiu, na sua forma leninista, na União Soviética porque deslizou para a
veneração do partido e do líder e para o assassínio em massa.
Felizmente, em Portugal e no Ocidente Europeu, o comunismo é humano e
limita-se a combater as gritantes desigualdades sociais, onde se instalou o
capitalismo e a globalização, assim como a corrupção e a vingança dos que se
proclamam donos e senhores das vontades populares.
O comunismo acabará por vencer novamente, e de novo voltará a ser a
ideologia dos povos oprimidos, humilhados e desumanamente tratados pelos
detentores do capital e do poder, que se limitam a defender os interesses
instalados.
Actualmente em Portugal, assiste-se a uma revolta singular, onde as
manifestações mostram um crescente aumento dos descontentes e a lamentável
constatação de que é ou o comunismo/socialismo, ou simplesmente a morte de todo
o futuro da humanidade.

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