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segunda-feira, 15 de abril de 2013

UGT: se houver novo memorando eleições devem ser antecipadas

Central sindical diz que Governo só quer impor a sua vontade e não ouve ninguém
O secretário-geral da UGT, João Proença, diz que, se for negociado um novo memorando de entendimento com a troika, as eleições legislativas têm de ser antecipadas.

«É totalmente indesejável a renegociação de um novo Memorando. Acho que a troika se deve ir embora em Junho do próximo ano. Mas se Portugal tiver de negociar um novo Memorando as eleições são obrigatórias porque este Governo não está em condições de negociar outro Memorando», afirmou o sindicalista em entrevista à agência Lusa.

«O Governo tem de mudar em termos de políticas. Não temos de mudar de Governo», disse. Até porque, na sua opinião, as políticas de austeridade impostas pelo Governo até agora revelaram-se «um falhanço total».

«O Governo em vez de parar para refletir vai sempre agravando as medidas de austeridade, causando uma espiral recessiva. Temos um Governo que não ouve ninguém e quer impor aquilo que decide», afirmou.

Referindo-se ao chumbo do Tribunal Constitucional a quatro regras do Orçamento, Proença diz que nem aqui «o Governo tirou as devidas ilações. Isto não é um bom caminho. Não é um bom caminho apelar ao diálogo sem abertura para discutir políticas para o crescimento».

E se essa atitude do Governo não mudar, a UGT ameaça sair da negociação. «Temo pelo futuro do diálogo social e até do diálogo político». Na concertação social, o diálogo mantém-se mas tem sido «muito formal» e apenas com o ministro da Economia. Mas as propostas de Álvaro Santos Pereira, que até agradariam à UGT, não têm recebido o apoio do Governo.

«Quando o ministro da Economia leva algumas políticas para o crescimento económico e do emprego, não tem o aval do Governo. Deixa de fazer sentido. Assim não vale a pena negociar», reage.

=TVI24=

PS: Senhor João Proença: queira explicar se se sente feliz e se os portugueses podem considerar-se satisfeitos com o que têm?

Não acha que as eleições antecipadas deveriam ser exigidas tal como estão as coisas no país?

De que está à espera para unir a sua voz aos que se opõem claramente a todas as péssimas políticas levadas a cabo por este governo?

Porque recusa a coerência que deveria saber impor-se a si próprio?

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