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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Portas diz que justificou ausência a Passos com «razão fundamentada»

Primeiro-ministro tinha afirmado na véspera que o ministro dos Negócios Estrangeiros estava «demasiado longe» e que só ele poderia interpretar a sua ausência

O presidente do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, invocou este domingo uma «razão fundamentada» para não ter assistido à tomada de posse no sábado, de que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, teve conhecimento.

«Eu sou por educação consciente dos meus deveres e do sentido de missão. Havia uma razão fundamentada que explica que eu não estivesse na cerimónia e o primeiro-ministro conhece essa razão e isso é mais do que suficiente e necessário», afirmou Paulo Portas aos jornalistas.

O líder do CDS falava à saída do Conselho Nacional do partido, que decorreu num hotel de Lisboa, já depois de ter feito a mesma afirmação, mas à porta fechada, perante os conselheiros. 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou no sábado ter-lhe sido transmitido que Paulo Portas faltou à tomada de posse, porque estava «demasiado longe de Lisboa» e considerou que só o próprio poderia interpretar essa ausência.

«Foi-me transmitido que o senhor doutor Paulo Portas se encontrava demasiado longe de Lisboa àquela hora e que não conseguiria estar na posse. Não quero fazer nenhuma interpretação. Qualquer interpretação só pode ser feita por ele», declarou Pedro Passos Coelho, em resposta aos jornalistas, no sábado, no final de quase sete horas de reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa.

Em seguida, o primeiro-ministro disse, em resposta a uma pergunta sobre se gostaria que o ministro de Estado tivesse estado presente: «Todos os membros do Governo, quando se empossam ministros, desde que estejam cá e tenham essa possibilidade, devem estar presentes.»

O presidente da República, Cavaco Silva, deu posse, no sábado, a Luís Marques Guedes como ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares e a Miguel Poiares Maduro como ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, e também a quatro secretários de Estado, na sequência da demissão de Miguel Relvas, na semana passada.

=TVI24=

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