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sábado, 6 de abril de 2013

«OS TOMATES PORTUGUESES»


Deve já ter começado a reunião dos ministros residuais, que estava marcada para as 15 horas de hoje, com o habitual batalhão de jornalistas à espera de saberem o que se passou para depois nos contarem, para que não possamos morrer estúpidos. 
Como é evidente, nenhum deles fará qualquer alusão aos tomates portugueses, bastando-lhes narrar-nos o que vamos ser onerados para substituir os montantes que o governo pensa retirar-nos de qualquer maneira, desta vez sob a forma de impostos, como o IVA, como gostam de dizer os economistas de serviço aos canais televisivos, como também o preço de custo dos produtos alimentares, o dos combustíveis, que farão com que os preços não parem de subir.

Ora, o pomodoro – vulgarmente designado por tomate – será alvo de aumentos na ordem dos 16%, ainda sem o novo IVA, tornar-se-á alvo da cobiça das mulheres e namoradas dos homens ricos, dos políticos e com toda a certeza dos banqueiros, que deles farão colares e sabe-se lá que mais.

Não será, certamente, caso para denunciar que o novo “movimento das mulheres ricas” se trata de uma especulação sem precedentes com os tomates que, dentro de pouco tempo, estarão nas bancas das feiras e supermercados, e que suas empregadas domésticas comprarão a qualquer preço. Ao que parece, a colheita de tomates este ano será muito boa.

E, diariamente teremos essas empregadas domésticas a comprarem todos os tomates, uns maiores que os outros, mas às dúzias o que interessa é a quantidade de cada calibre. E sabem para quê?

Passo a explicar: a senhora ministra da agricultura, decidirá por implementar uma taxa adicional ao preço dos tomates portugueses sem se preocupar com as gentes mais pobres, uma vez que as ricas os comprarão a qualquer preço.

Porque muitas dessas empregadas andam já no rasto dos tomates, não como manobra de diversão para enganar as criancinhas e encherem as páginas da imprensa conservadora que, cada vez mais está necessitada de notícias sensacionais, mas também de espremer as tetas dos Palácios de S. Bento e de Belém, para receber o nutritivo pomodoro, que corre o risco de  desaparecer do mercado, devido às encomendas diárias das mulheres dos ricos, que tanto precisam deles para poderem mostrar toda a sua excentricidade, promovendo ao mesmo tempo, os nomes de seus maridos, sejam políticos, ricos empresários ou banqueiros, conseguindo fazer verdadeiros redemoínhos em copos de água, para os transformarem em tornados que ameaçam Portugal tornar-se ponta de lança.

Depois, nas salas de chá, por toda a parte, poderão ver-se as “madames” com colares de tomates no pescoço, tombando sobre os colos, bem ou mal fornecidos, todas elas concorrendo entre si no tamano e na cor – uns mais rosados que outros – e aqueles jornalistas e fotógrafos a correrem atrás delas para fotografar os tomates feitos colares.

Mas como o pomodoro tem curta duração e de modo algum pode ser pisado para não ficar mole ou mesmo rebentar e escorrer colo abaixo das madames, pergunto-me se trarão nas suas carteiras tomates substitutos para o caso de acontecer um acidente.

Para elas, as madames, é se a moda muda subitamente, e em vez de tomates passam a usar cabaças ou gilas.

Portanto, a senhora ministra da agricultura pode assegurar ao senhor Pedro que a próxima colheita de tomates já tem a venda assegurada. Depois se verá se a moda muda.



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