Deve já ter começado a reunião dos ministros
residuais, que estava marcada para as 15 horas de hoje, com o habitual batalhão
de jornalistas à espera de saberem o que se passou para depois nos contarem,
para que não possamos morrer estúpidos.
Como é evidente, nenhum deles fará qualquer
alusão aos tomates portugueses, bastando-lhes narrar-nos o que vamos ser
onerados para substituir os montantes que o governo pensa retirar-nos de
qualquer maneira, desta vez sob a forma de impostos, como o IVA, como gostam de
dizer os economistas de serviço aos canais televisivos, como também o preço de
custo dos produtos alimentares, o dos combustíveis, que farão com que os preços
não parem de subir.
Ora, o pomodoro – vulgarmente designado por
tomate – será alvo de aumentos na ordem dos 16%, ainda sem o novo IVA,
tornar-se-á alvo da cobiça das mulheres e namoradas dos homens ricos, dos
políticos e com toda a certeza dos banqueiros, que deles farão colares e
sabe-se lá que mais.
Não será, certamente, caso para denunciar que
o novo “movimento das mulheres ricas” se trata de uma especulação sem
precedentes com os tomates que, dentro de pouco tempo, estarão nas bancas das
feiras e supermercados, e que suas empregadas domésticas comprarão a qualquer
preço. Ao que parece, a colheita de tomates este ano será muito boa.
E, diariamente teremos essas empregadas
domésticas a comprarem todos os tomates, uns maiores que os outros, mas às
dúzias o que interessa é a quantidade de cada calibre. E sabem para quê?
Passo a explicar: a senhora ministra da
agricultura, decidirá por implementar uma taxa adicional ao preço dos tomates
portugueses sem se preocupar com as gentes mais pobres, uma vez que as ricas os
comprarão a qualquer preço.
Porque muitas dessas empregadas andam já no
rasto dos tomates, não como manobra de diversão para enganar as criancinhas e
encherem as páginas da imprensa conservadora que, cada vez mais está
necessitada de notícias sensacionais, mas também de espremer as tetas dos
Palácios de S. Bento e de Belém, para receber o nutritivo pomodoro, que corre o
risco de desaparecer do mercado, devido
às encomendas diárias das mulheres dos ricos, que tanto precisam deles para
poderem mostrar toda a sua excentricidade, promovendo ao mesmo tempo, os nomes
de seus maridos, sejam políticos, ricos empresários ou banqueiros, conseguindo
fazer verdadeiros redemoínhos em copos de água, para os transformarem em
tornados que ameaçam Portugal tornar-se ponta de lança.
Depois, nas salas de chá, por toda a parte,
poderão ver-se as “madames” com colares de tomates no pescoço, tombando sobre
os colos, bem ou mal fornecidos, todas elas concorrendo entre si no tamano e na
cor – uns mais rosados que outros – e aqueles jornalistas e fotógrafos a
correrem atrás delas para fotografar os tomates feitos colares.
Mas como o pomodoro tem curta duração e de modo algum pode ser pisado para não ficar mole ou mesmo rebentar e escorrer colo abaixo das madames, pergunto-me se trarão nas suas carteiras tomates substitutos para o caso de acontecer um acidente.
Para elas, as madames, é se a moda muda
subitamente, e em vez de tomates passam a usar cabaças ou gilas.
Portanto, a senhora ministra da agricultura
pode assegurar ao senhor Pedro que a próxima colheita de tomates já tem a venda
assegurada. Depois se verá se a moda muda.

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