Governo diz
que irá encontrar forma de assegurar este financiamento sem mais dinheiro da troika.
Vítor
Gaspar, ministro das Finanças
A revisão em alta dos objectivos do défice público acertadas
entre o Governo e a troika vão representar um aumento das
necessidades de financiamento do Estado português de 4700 milhões de euros até
2015.
O cálculo é
feito pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da
República, na nota mensal sobre a dívida pública divulgada nesta quarta-feira.
"A revisão das metas para o
défice público tem necessariamente consequências ao nível das necessidades
líquidas de financiamento", diz a UTAO, calculando que o impacto global de
4700 milhões de euros será distribuído por 1500 milhões este ano, 2400 milhões
em 2014 e 800 milhões em 2015.
Estes números colocam a dúvida
sobre como é que o Governo irá assegurar o financiamento adicional de que
necessita, sem que haja um reforço dos empréstimos da troika.
No final da sétima avaliação da troika (quando as novas metas do
défice foram definidas), o FMI afirmou que o Governo português estava
"empenhado em cobrir as necessidades de financiamento suplementares resultantes
dos novos objectivos em matéria de défice orçamental revistos, incluindo
através das receitas das privatizações". O Governo deu conta também
da intenção de recorrer a novas operações de centralização de tesouraria.
Na sétima avaliação da troika,
o objectivo de défice para este ano foi revisto de 4,5% para 5,5%, passando a
meta de 3% em 2014 para 2015.
=Público=

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