Unidades do
Serviço Nacional da Saúde obrigadas a reduzir despesa já este ano.
Um
despacho hoje conhecido impõe novas restrições à despesa dos hospitais
Os serviços e estabelecimentos de saúde, incluindo as entidades
públicas empresariais (EPE), têm de reduzir em 20% já este ano os custos com o
trabalho extraordinário dos médicos, determina um despacho publicado nesta
segunda-feira em Diário da
República.
O despacho
hoje publicado clarifica as condições exigidas para atingir o objectivo do
corte de 20% nas horas extraordinárias, uma meta prevista no Memorando do
Entendimento com a troika (FMI, Comissão Europeia e Banco
Central Europeu).
Os hospitais e unidades locais de
saúde, incluindo as entidades públicas empresariais (EPE), devem reduzir 20%
dos custos com horas extraordinárias em 2013. Para os cuidados de saúde
primários (centros de saúde), o corte exigido é de 15%. As Administrações
Regionais de Saúde (ARS) têm uma semana para enviar ao Ministério da Saúde um
relatório sobre esta matéria.
A despesa com horas
extraordinárias no SNS foi reduzida em cerca de 17% (50 milhões de euros) entre
2011 e 2012. Agora, pede-se mais um corte na ordem dos 20%. Para quem não
conseguiu atingir as metas definidas para os anos anteriores, pede-se um
esforço ainda maior.
“Os estabelecimentos hospitalares
e unidades locais de saúde que registaram reduções acumuladas, inferiores a
25%, no período de 2011 e 2012 face a 2010, devem proceder à redução dos custos
com trabalho extraordinário, para que a mesma ao longo de 2013 atinja em cada
mês, de forma acumulada, pelo menos 25% face a igual período de 2012”, diz o
despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira.
Médicos a
trabalhar 40 horas
O processo de “corte” nas horas extraordinárias deverá ser coordenado e controlado pelas ARS, adianta ainda o despacho, que pede também relatórios bimensais “que demonstrem de forma clara e objectiva o grau de cumprimento”.
O processo de “corte” nas horas extraordinárias deverá ser coordenado e controlado pelas ARS, adianta ainda o despacho, que pede também relatórios bimensais “que demonstrem de forma clara e objectiva o grau de cumprimento”.
O primeiro relatório das ARS sobre
o cumprimento dos cortes nas horas extras deve ser remetido ao ministério e à
Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) até ao dia 20 de Abril.
Para o Ministério da Saúde, a
adesão dos médicos ao novo regime de trabalho de 40 horas permite uma
reorganização que deve reflectir-se na redução desta despesa para as unidades
hospitalares. Por outro lado, o ministério acredita que medidas como a reforma
das urgências na Área Metropolitana de Lisboa — que, até Junho, vai concentrar
nos Hospitais de Santa Maria e São José o serviço nocturno de várias
especialidades — possam também ter um efeito claro na redução dos custos com
horas extraordinárias.
=Público=

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