"Aqui
está o resultado da luta, camaradas!" No fim da marcha, em Lisboa,
secretário-geral da CGTP defendeu que sem protestos na rua o TC não teria
"a sensibilidade" que teve para chumbar medidas do Orçamento
Quando o "camarada secretário-geral da CGTP-IN Arménio
Carlos" foi chamado ao palco para discursar, ainda havia gente a chegar
com faixas e palavras de ordem às imediações da Assembleia da República. Uns
cantavam "Grândola, Vila Morena", outros repetiam: "É só mais um
empurrão e o Governo vai ao chão." Muitos pediam: "Está na hora do
Governo ir embora."
A CGTP-IN
reuniu neste sábado alguns milhares de trabalhadores, na última etapa da
"marcha contra o empobrecimento" que na última semana percorreu o
país — foram os suficientes para encherem o largo de São Bento numa tarde de
sol.
Em frente ao Parlamento, Arménio
Carlos saudou os "trabalhadores, jovens, desempregados, pensionistas e
reformados", voltou a pedir eleições antecipadas, atacou o "sistema
capitalista que multiplica os pobres para alimentar os ricos e poderosos",
denunciou que, desde que o Governo tomou posse, "o país empobrece a um
ritmo superior a 10 milhões de euros por dia".
Falou ainda da decisão do Tribunal
Constitucional relativamente ao Orçamento do Estado. E disse que, não fosse a
luta nas ruas ("mais de 3 mil manifestações em 2012", contabilizou),
provavelmente este não teria "a mesma sensibilidade para chumbar" o
corte de subsídios de férias de funcionários públicos e dos pensionistas.
"Aqui está o resultado da luta, camaradas!"
E continuou: "Não é a
Constituição da República que está desligada da realidade, quem se encontra
desfasado do sentir, pulsar e viver do país é o Governo."
Arménio Carlos deixou claro que a carta que Passos Coelho enviou à troika"assumindo novos cortes nos salários
dos trabalhadores da administração pública, nos direitos laborais e no direito
de acesso à saúde e à protecção social" merecem o repúdio da CGTP. Que
"não subscreverá qualquer medida que tenha como finalidade a concretização
deste objectivo".
E no fim voltou a pedir eleições:
"Os problemas do país não se resolvem com remodelações que mais não visam
que mudar de ministros para prosseguir a mesma política. Para a CGTP-IN é
preciso dar a palavra aos portugueses."
=Público=

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