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terça-feira, 16 de abril de 2013

«GLOSSÁRIO DA PERSONALIDADE»

Quando falamos acerca da personalidade, somos levados a utilizar certos termos sem pensarmos muito sobre eles. Muitos desses termos, usados indistintamente na linguagem corrente,  têm definições precisas dadas pelos psiquiatras e psicólogos e designam aspectos e entidades diferentes para os especialistas.

Atitude:

Tendência para gostar ou não de categorias de pessoas ou coisas, com base em crenças e sentimentos próprios. Pode dizer-se que as pessoas que acham que todas as mulheres são emocionais têm uma atitude baseada num preconceito.

Carácter:

Em sentido lato, o mesmo que personalidade, se empregado para referir o padrão global de comportamento do indivíduo. O termo “carácter”, no entanto, designa mais especificamente a dimensão adicional aprendida de valores éticos ou morais.
As cartas de recomendação podem referir o carácter fidedigno ou emocionalmente estável de uma pessoa. Uma pessoa que copia no exame é considerada de carácter duvidoso.

Disposição:

Tendência natural (herdada geneticamente) da pessoa para reagir de forma característica a uma dada situação; semelhante a temperamento.
Pessoas que sorriem com facilidade, que são simpáticas para os outros e ouvintes amáveis que têm disposição afável.

Hábito:

Padrão adquirido de comportamento relativamente fixo (e difícil de mudar) e que se repete sempre em determinadas situações.
Tomar uma cápsula de vitaminas todos os dias e apertar o cinto de segurança antes de conduzir são hábitos, como o são fumar cigarros ou conduzir muito depressa.

Humor:

Estado emocional que impregna o comportamento e a afectividade do indivíduo durante certo tempo.
Ganhar uma competição importante confere-nos um humor eufórico; ser apanhado numa fila de automóveis dá-nos um humor deprimido ou irritável.

Personalidade:

A totalidade dos atributos psicológicos, constitucionais e aprendidos, próprios de um indivíduo e que determina, de forma constante e estável, a sua maneira de agir perante uma diversidade de situações.

Estado:

Conjunto particular de vivências ou sentimentos de que temos consciência e que por vezes provocam reacções no sistema nervoso autónomo (mais rapidez na respiração ou no ritmo cardíaco, por exemplo). Contrariamente aos traços de personalidade, um estado é apenas temporário.
Não estar preparado para um exame provoca um estado de preocupação ou stress; mas ficar-se gravemente perturbado antes de qualquer teste, independentemente da sua dificuldade e do grau de preparação conseguido, é já sinal de distúrbio profundo na personalidade.

Temperamento:

Características inatas da personalidade. Pode manifestar-se à nascença ou pouco depois, especialmente na forma como a criança exprime as suas emoções e no nível da sua actividade.
Uns bebés são excitáveis e activos, enquanto outros revelam um temperamento calmo e passivo. Há adultos que são naturais e despreocupados, enquanto outros são demasiado sensíveis.

Traço:

Padrão específico de comportamento que ocorre repetidamente, tende a caracterizar uma pessoa e é útil na previsão de futuros comportamentos.
Uma pessoa que dá dinheiro a organizações de solidariedade ou a amigos em aflição e que sacrifica o seu tempo livre a uma causa nobre, diz-se que é generosa ou altruísta.

Tipo:

Categoria utilizada para classificar indivíduos com características semelhantes.
Diz-se, por exemplo, que os indivíduos descritos com personalidades tipo A se comportam de forma hiperactiva e competitiva, por vezes hostil, como reacção às tensões das suas vidas.

Valores:

Referências que uma pessoa aprendeu a tomar como importantes. Podem ser princípios por que nos guiamos ou objectivos que almejamos.

O poder e a riqueza são importantes para certas pessoas; outras podem achar qua a amizade e o bem comum têm maior significado.

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