Quando falamos acerca da personalidade, somos
levados a utilizar certos termos sem pensarmos muito sobre eles. Muitos desses
termos, usados indistintamente na linguagem corrente, têm definições precisas dadas pelos psiquiatras
e psicólogos e designam aspectos e entidades diferentes para os especialistas.
Atitude:
Tendência para gostar ou não de categorias de
pessoas ou coisas, com base em crenças e sentimentos próprios. Pode dizer-se
que as pessoas que acham que todas as mulheres são emocionais têm uma atitude
baseada num preconceito.
Carácter:
Em sentido lato, o mesmo que personalidade,
se empregado para referir o padrão global de comportamento do indivíduo. O
termo “carácter”, no entanto, designa mais especificamente a dimensão adicional
aprendida de valores éticos ou morais.
As cartas de recomendação podem referir o
carácter fidedigno ou emocionalmente estável de uma pessoa. Uma pessoa que
copia no exame é considerada de carácter duvidoso.
Disposição:
Tendência natural (herdada geneticamente) da
pessoa para reagir de forma característica a uma dada situação; semelhante a
temperamento.
Pessoas que sorriem com facilidade, que são
simpáticas para os outros e ouvintes amáveis que têm disposição afável.
Hábito:
Padrão adquirido de comportamento
relativamente fixo (e difícil de mudar) e que se repete sempre em determinadas
situações.
Tomar uma cápsula de vitaminas todos os dias
e apertar o cinto de segurança antes de conduzir são hábitos, como o são fumar
cigarros ou conduzir muito depressa.
Humor:
Estado emocional que impregna o comportamento
e a afectividade do indivíduo durante certo tempo.
Ganhar uma competição importante confere-nos
um humor eufórico; ser apanhado numa fila de automóveis dá-nos um humor
deprimido ou irritável.
Personalidade:
A totalidade dos atributos psicológicos,
constitucionais e aprendidos, próprios de um indivíduo e que determina, de
forma constante e estável, a sua maneira de agir perante uma diversidade de
situações.
Estado:
Conjunto particular de vivências ou sentimentos
de que temos consciência e que por vezes provocam reacções no sistema nervoso
autónomo (mais rapidez na respiração ou no ritmo cardíaco, por exemplo).
Contrariamente aos traços de personalidade, um estado é apenas temporário.
Não estar preparado para um exame provoca um
estado de preocupação ou stress; mas ficar-se gravemente perturbado antes de
qualquer teste, independentemente da sua dificuldade e do grau de preparação
conseguido, é já sinal de distúrbio profundo na personalidade.
Temperamento:
Características inatas da personalidade. Pode
manifestar-se à nascença ou pouco depois, especialmente na forma como a criança
exprime as suas emoções e no nível da sua actividade.
Uns bebés são excitáveis e activos, enquanto
outros revelam um temperamento calmo e passivo. Há adultos que são naturais e
despreocupados, enquanto outros são demasiado sensíveis.
Traço:
Padrão específico de comportamento que ocorre
repetidamente, tende a caracterizar uma pessoa e é útil na previsão de futuros
comportamentos.
Uma pessoa que dá dinheiro a organizações de
solidariedade ou a amigos em aflição e que sacrifica o seu tempo livre a uma
causa nobre, diz-se que é generosa ou altruísta.
Tipo:
Categoria utilizada para classificar
indivíduos com características semelhantes.
Diz-se, por exemplo, que os indivíduos
descritos com personalidades tipo A se comportam de forma hiperactiva e
competitiva, por vezes hostil, como reacção às tensões das suas vidas.
Valores:
Referências que uma pessoa aprendeu a tomar
como importantes. Podem ser princípios por que nos guiamos ou objectivos que
almejamos.
O poder e a riqueza são importantes para
certas pessoas; outras podem achar qua a amizade e o bem comum têm maior
significado.

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