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sábado, 6 de abril de 2013

«A ESTUPEFACÇÃO DO PSD»


Mesmo sabendo que o OE/2013 estava ferido de inconstitucionalidades que lesavam grandemente os cidadãos, o PS, pela voz da sua deputada Teresa leal Coelho, diz-se estupefacto.

É evidente que não contava que o órgão fiscalizador tomasse uma atitude de defesa dos “escravos”, dos “lacaios”, como são considerados nas suas fileiras os portugueses, sejam aposentados ou estando no activo, ou mesmo estando no desemprego.

Querem-nos sujeitos à sua única vontade, à sua única decisão e, talvez por isso, o senhor Pedro tentou fazer pressão sobre os membros desse órgão, mas negando que assim tivesse sido.

Como especialista da “milongada” que tanto gosta de nos presentear descaradamente, nada lhe custou inventá-la (s), pois são já muitas as que nos “espeta”.

Como um menino birrento, ontem à noite, enquanto ouvia o porta-vos do Tribunal Constitucional falar e expor as conclusões a que tinha chegado, muito possivelmente desencadeou uma “crise” que, logo à tarde, na tal reunião extraordinária do Conselho de ministros, que preside para desgraça nossa, vai tentar, com seus estrategas de pacotilha, engendrar uma nova forma de nos roubar de modo diferente.

Ora, tudo isto seria desnecessário se tivessemos um presidente da República que soubesse mostrar-se independente e se fizesse justiça ao juramento feito aquando da tomada de posse, defender e fazer respeitar a Constituição, assim como defender o bem-estar do povo português.

Todos sabem que esses juramentos são apenas a libertação de palavras que o vento logo leva para bem longe, e logo, também, se esquecem, porque para esses “senhores” consideram o povo como se não existisse senão para votar mas também como meras marionetas nas suas mãos, que obedecem apenas aos seus desejos mais íntimos.

Esta associação entre o governo e a presidência da República – e peço aos portugueses que aprendam com a experiência nefasta ao votarem no PSD e no senhor Silva – ambos farinha do mesmo saco, isto é, do mesmo partido, mas tornados aliados a um CDS que se pensa o fiel da balança que pesa e sustenta o governo, o poder em Portugal.

Mas, o senhor Silva errou. Detectou as inconstitucionalidades no documento, ou alguém as detectou, mas, curiosa e infelizmente, promulgou-o, decidindo posteriormente enviá-lo para fiscalização contínua pelo TC.

Mas, também os partidos da oposição analisaram o documento, detectaram as mesmas e outras inconstitucionalidades, e enviaram ao TC para que as analisasse e tomasse a decisão que se impunha, vetá-las, no que poderia ter ido mais longe.

Já no ano passado o TC deveria ter vetado as inconstitucionalidades encontradas no OE/2012, mas preferiu dar ao governo o benefício da dúvida, e aos portugueses a certeza de mais austeridade, mais fome e mais miséria.

Nestas condições, se ainda existisse aquela honra de antigamente, em que a palavra bastava e era selada com um aperto de mão entre as partes, o governo evitaria o vexame público de ver chumbado o OE para este ano, nas quatro normas, e evitaria a estupefacção dos seus membros e dos seus deputados, que foram quem, como pretendeu descartar o senhor Silva, se tratava de um documento da Assembleia da República e não do governo, e muito menos com a sua quota parte de culpa por ter promulgado um documento “ilegal”.

Após mais um tabu, e em mais uma inauguração de uma empresa privada, tentou endereçar a bola para a Assembleia da República, o que deveria fazê-lo meditar longa e profundamente, e pedir a demissão, arrastando consigo o governo que uma vez mais caiu em descrédito perante o povo.

Que o governo não tome qualquer medida retaliatória, tomando o povo por bode-expiatório, pois poderia desencadear a sua ira, o que de modo algum é aconselhável.

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