Como se compreendem… Nada é mais cansativo
que políticos de difícil compreensão, cujos casos parecem desesperados e que
adoram massacrar o povo, como eram massacrados antigamente os cristãos no
Coliseu de Roma.
Não que os cidadãos não tenham experimentado
muitas coisas, aliás já tudo foi tentado, sem que nada tivesse êxito.
Está-se a ponto de recorrer aos meios
heróicos, exclusivamente dos quais se espera uma solução, que a cólera aconselha
e sugere.
E, o que é mais grave, é que são os mais
vulneráveis – crianças e velhos – a exigir a mesma atenção diária, sem que os
políticos no poder se convençam de que merecem todos os cuidados do mundo.
Casos difíceis, casos graves, multiplicados
por outros tantos temperamentos, cada um dos quais tem as suas características
próprias.
As crianças representam quer o presente quer
o futuro de cada país, os velhos, peara além do presente, deram-nos um passado
repleto de sacrifícios, tendo todo o direito a poder repousar-se agora, mas com
toda a dignidade de seres humanos que são.
Trata-se de uma tarefa que jamais se conclui,
pois cada drama individual põe o seu problema específico, cada individualidade
exige uma acção particular e remédios adequados.
Há que refazer, que recomeçar tudo, e sobre
novos esforços, porque se percebe que nada é similar e que nenhum temperamento
reage da mesma maneira, tentando destruir quer a grandeza quer a servidão!
Regra geral, todos aprendemos a ter e manter
respeito pelos nossos semelhantes, talvez excepto os políticos no poder, que
além de parecerem alheios a tudo quanto os rodeia no que respeita à cidadania,
não compreendendo, ou não querendo compreender que nenhuma complacência é de
admitir, nenhuma fraqueza convém a uma obra tão grave.
Onde o destino do ser humano está em jogo,
onde não há somente questões de tradições e familiares ou de posição social,
mas de bem ou de mal e, em consequência da dignidade humana e da salvação
individual e colectiva.
Não é admissível que reinem a indolência, a
facilidade para uns, o descuido e essa indiferença que tanto mal tem feito aos
cidadãos nacionais.
Fala-se em crise económica e financeira, de
crise de respeito, de crise de autoridade.
É que, com efeito, a autoridade não é mais
respeitada, porque não tem sabido mostrar-se inteligente. Deixou prescrever os
seus mais legítimos direitos.
Os portugueses, tão facilmente demolidores
hoje, não são nem nunca foram indisciplinados, sendo críticos, de forma alguma
o seriam se sentissem que se procura melhor compreendê-los, deixando de tanto
exigir deles.
Quando os políticos no poder se mostram
insensíveis a todas as dificuldades que criam ao povo, alguém deveria tomar nas
suas mãos a tarefa de os demitir, para que esse mesmo povo possa enfim viver e
sentir que vive dentro dos parâmetros da dignidade e dos direitos humanos
consagrados na Magna Carta.
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