São já mais de 57 mil as pessoas que estão a
trabalhar a baixo custo, e cujo contrato tem apenas a duração de um ano, ao
abrigo de dois programas do Instituto do Emprego e Formação Profissional
(IEFP). Os projectos destinam-se tanto a desempregrados como a beneficiários do
Rendimento Social de Inserção, estando previsto que ambos trabalham sete horas
por dia, quatro dias por semana, com salários 'low cost'.
Cerca de 45,5 mil pessoas (45.445) que recebem
subsídio de desemprego contam, paralelamente, com contratos de
emprego-inserção, sendo que outras 9.571 têm contratos de emprego-inserção +,
que acumulam com o rendimento social de inserção (RSI).
Estas pessoas auferem, 80 e 419,22 euros, respectivamente, por
sete horas de trabalho por dia, quatro dias por semana, sendo que o quinto é
concedido para efeitos de procura activa de emprego, e as faltas para
entrevistas profissionais são, garantidamente, justificadas.
Ao
todo são 57 mil os beneficiários destes projectos fomentados pelo Instituto de
Emprego e Formação Profissional (IEFP).
No entanto, os programas, que têm a
duração máxima de um ano, dividem opiniões.
Se
alguns consideram tratar-se de mecanismos positivos no que diz respeito à
inserção no mercado de trabalho, principalmente para quem está afastado há
muito tempo, outros há que entendem ser uma forma de conseguir funcionários a
baixo custo.
N. M.

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