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terça-feira, 12 de março de 2013

Quase 60 mil portugueses sujeitam-se a salários 'low cost'


São já mais de 57 mil as pessoas que estão a trabalhar a baixo custo, e cujo contrato tem apenas a duração de um ano, ao abrigo de dois programas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os projectos destinam-se tanto a desempregrados como a beneficiários do Rendimento Social de Inserção, estando previsto que ambos trabalham sete horas por dia, quatro dias por semana, com salários 'low cost'.
Cerca de 45,5 mil pessoas (45.445) que recebem subsídio de desemprego contam, paralelamente, com contratos de emprego-inserção, sendo que outras 9.571 têm contratos de emprego-inserção +, que acumulam com o rendimento social de inserção (RSI).

Estas pessoas auferem, 80 e 419,22 euros, respectivamente, por sete horas de trabalho por dia, quatro dias por semana, sendo que o quinto é concedido para efeitos de procura activa de emprego, e as faltas para entrevistas profissionais são, garantidamente, justificadas.

Ao todo são 57 mil os beneficiários destes projectos fomentados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). 

No entanto, os programas, que têm a duração máxima de um ano, dividem opiniões.

Se alguns consideram tratar-se de mecanismos positivos no que diz respeito à inserção no mercado de trabalho, principalmente para quem está afastado há muito tempo, outros há que entendem ser uma forma de conseguir funcionários a baixo custo.

N. M.

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