Depois de ter noticiado, na segunda-feira, que
terá sido o Barclays a denunciar a alegada concertação de preços de comissões
bancárias e de spreads em Portugal, que deu origem a uma mega-operação de
buscas desencadeada pela Autoridade da Concorrência, o Diário Económico indica
que os banqueiros estão chocados. A informação delatora partiu da sede do banco
britânico, em Londres, deixando incrédulos os seus pares portugueses,
sobretudo, por se tratar de um sector de "forte concorrência".
A informação de que foi o Barclays o responsável pela denúncia
do alegado cartel na banca portuguesa foi acolhida com estupefacção e choque, revela
o Diário Económico. Até porque, o banco britânico, com sede em Londres, integra
o painel dos órgãos sociais da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que
perfaz um total de 14 representantes. Aliás, o responsável máximo do Barclays
em Portugal, Peter Mottek, tem assento na direcção da APB, liderada por
Fernando Faria de Oliveira.
A queixa, que teve origem na capital inglesa, pôs em marcha uma
mega-operação desencadeada pela Autoridade da Concorrência que, sem a ajuda do
Barclays não teria conseguido reunir as provas necessárias para que o
Ministério Público pudesse efectuar as buscas a mais de 25 instalações de
bancos.
As
motivações do Barclays são também questionadas, não só por ser um par, mas em
virtude do facto de o sector se pautar por “uma forte concorrência”. “Se há
sector altamente competitivo e transparente é a banca”, sustenta um gestor que
optou pelo anonimato, em declarações ao Diário Económico.
O
Barclays continua a guardar silêncio acerca deste caso.
N. M.

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