O secretário de Estado das Comunidades, José
Cesário, considera “muito estranho” que os sete portugueses esfaqueados em
Berlim, na Alemanha, não revelem o nome da empresa que os contratou, o que,
para o governante, levanta a suspeita de um esquema ilegal de exploração
laboral, conta o Jornal de Notícias (JN).
Os sete portugueses que, na passada sexta-feira,
foram esfaqueados em Berlim “revelam apenas que foi uma empresa de Barcelos”
que os contratou, diz ao JN o secretário de Estado das Comunidades, José
Cesário, considerando por isso “muito estranho” o facto de “não falarem
claramente sobre quem os contratou”.
“Não quero especular, mas não surpreenderia nada que tivessem
vindo [para a Alemanha] em esquemas ilegais ara trabalhar a metade do preço dos
locais”, comenta José Cesário, salientando que estes sete emigrantes
portugueses garantem não ter assinado qualquer contrato.
Opinião
diferente tem o embaixador de Portugal em Berlim, Luís de Almeida Sampaio, que,
em declarações à agência Lusa, afasta qualquer “caso relacionado com exploração
laboral”, esclarecendo que “as informações” de que dispõe “não permitem
sustentar essa teoria”.
Entretanto,
apenas um dos sete portugueses permanece internado “em estado delicado, mas não
corre risco de vida”, avançou ao JN o embaixador, acrescentando tratar-se de um
homem com mais de 50 anos, natural de Vila Nova de Gaia.
Recorde-se
que, na passada sexta-feira, dia 8 de Março, sete trabalhadores portugueses da
construção civil com idades compreendidas "entre os 36 e 55 anos"
regressavam a casa quando, pelas 19h30 (menos uma hora em Lisboa), foram
espancados e esfaqueados por um grupo de desconhecidos, contou um porta-voz da
polícia de Berlim.
Todos
foram imediatamente transportados para um hospital. Três receberam alta no
próprio dia, enquanto os restantes quatro ficaram internados com múltiplos
ferimentos de arma branca.
N. M.

Sem comentários:
Enviar um comentário