Um manifesto assinado por 60 notáveis de
esquerda, lançado esta terça-feira, pede a ruptura no sistema político, que diz
ser “a raiz de todos os males”. O documento, assinado, entre outros, por
militantes do Partido Socialista como Henrique Neto, Manuel Maria Carrilho e o
antigo deputado Joaquim Ventura Leite, arrasa as políticas de Passos Coelho e
dos que estando no poder afirmam “por incompetência partidária e governativa”
que as famílias e os trabalhadores são os culpados pela crise.
Foi lançado ontem o Manifesto pela Democratização do Regime, que
pede uma ruptura com o actual sistema político, argumentando que “alterar o
sistema político elimina o pior dos males que afecta a democracia portuguesa”.
O
documento foi subscrito por mais de 60 figuras dos mais variados sectores da
sociedade portuguesa, entre eles militantes do Partido Socialista como os
antigos deputados Henrique Neto, Eurico Figueiredo e Edmundo Pedro, e os
antigos ministros Manuel Maria Carrilho e Veiga Simão.
Os 60 subscritores acusam os vários governos de terem conduzido o
País para uma “tragédia social, económica e financeira” e criticam que a
Assembleia da República (AR) “desacreditou-se” e tornou-se “um emprego
garantido, conseguido por anos de subserviência às direcções partidárias”, com
os deputados a colocarem "muitas vezes os seus próprios interesses acima
dos interesses da Nação”.
O
manifesto sublinha também, citado pelo Diário de Notícias (DN), a “diferença
dramática” entre os políticos que pensam na próxima geração e os que pensam,
sobretudo, na próxima eleição, e daí o alerta: “É urgente mudar Portugal”.
N. M.

Sem comentários:
Enviar um comentário