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segunda-feira, 4 de março de 2013

"Não é preciso uma manifestação para ler preocupações das pessoas"


O Governo continua sem comentar a manifestação de sábado, organizada pelo movimento ‘Que se Lixe a Troika’, e que reuniu milhares de pessoas por todo o País. O PSD, partido da maioria, diz que conhece as queixas dos portugueses e que não são necessários protestos para os dar a conhecer. Em declarações ao i, o vice-presidente dos sociais-democratas, Pedro Pinto, garante que o Executivo tem a “noção exacta dos sacrifícios pedidos”.
 “É óbvio que sabemos ler as preocupações das pessoas, mas não é preciso uma manifestação para isso”, disse o vice-presidente do PSD, Pedro Pinto, ao i, referindo-se aos milhares de manifestantes que saíram à rua no sábado, sob o mote ‘Que se Lixe a Troika’. Já o Governo não fez ainda nenhum comentário.

O dirigente social-democrata sublinhou que o Governo de Passos tem a “noção exacta dos sacrifícios pedidos aos portugueses”. No entanto, acrescentou que “é preciso ter soluções políticas para estes problemas, e qualquer cidadão concorda com emprego e crescimento, mas é preciso saber como é que isso se faz”.

Para Pedro Pinto, o papel da oposição tem sido o de “aproveitamento político”. Os partidos “têm uma responsabilidade superior de apresentar propostas concretas e o que estamos assistir é à exploração das grandes dificuldades das pessoas”, criticou o social-democrata.

Já o PS considera que o tempo deste Executivo está a chegar ao fim. 

“Foram muitos os que deram voz ao descontentamento”, afirmou o socialista José Junqueiro, citado pelo i. Para este deputado “o tempo” de Passos está “a esgotar-se”. 

E, no mesmo sentido falou o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, para quem a manifestação foi “uma das maiores da democracia”, tratando-se de um sinal de que “a troika e o Governo estão a mais no País”.

N. M.

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