Desde o dia em que nascemos até ao fim das nossas vidas,
todos nós somos professores. Ensinamos com o nosso exemplo e aprendemos com o
exemplo dos outros. Mas aqueles que dedicam a sua vida a ensinar, a educar os
filhos dos outros, devem merecer-nos todo o apreço e toda a admiração, como
também todo o respeito.
Fundações Sólidas
«Tudo o que realmente preciso de saber sobre a menira de
viver, sobre aquilo que fazer e sobre a minha maneira de ser, aprendi-o no
jardim infantil. A sabedoria não se encontrava no topo da montanha do curso
universitário, mas ali, no montinho de areia da minha escola.
Aqui estãoa s coisas que aprendi:
·
Compartilha tudo. Sê justo na maneira de
proceder e brincar.
·
Não batas em ninguém.
·
Limpa e arruma aquilo que sujaste e
desarrumaste.
·
Não tires coisas que não te pertençam.
·
Pede desculpa quando magoaste alguém.
·
Lava as mãos antes de comer.
·
Puxa o autoclismo. Bolinhos mornos e leite frio
fazem-te bem.
·
Vive uma vida equilibrada – aprende um pouco,
pensa um pouco e, todos os dias, desenha e pinta e canta e dança e brinca um
pouco.
·
Dorme uma sesta todas as tardes.
·
Quando fores por esse Mundo fora, acautela-te
com o trânsito, dá as mãos e junta-te aos outros.
·
Vê as maravilhas que te rodeiam.»
Robert Fulghum
O Poder do Elogio
«Quando ensinava um grupo de jovens pianistas em
Saarbrucken, Alemanha Ocidental, em Setembro de 1985, senti que um dos alunos
tocaria ainda melhor se recebesse um encorajamento especial.
Elogiei-o perante toda a classe por aquilo que distinguia a sua maneira de tocar. Para seu próprio espanto e dos colegas, imediatamente se excedeu. Umas palavrinhas de apoio fizeram vir à superfície o que de melhor havia nele.
Como me senti feliz e orgulhoso pelo primeiro elogio que
me lembro de receber! Tinha sete anos e o meu pai pedira-me que o ajudasse no
jardim. Trabalhei o melhor que pude e senti-me perfeitamente recompensado
quando ele me beijou e me disse: “Obrigado, filho, trabalhaste muito bem!”
Estas palavras ainda ecoam nos meus ouvidos, mais de seis
décadas depois.
Aos 16 anos, encontrava-me no meio de uma crise de
conflitos com o meu professor de piano. Até que o afamado pianista Emil von
Sauer, o último discípulo ainda vivo de Liszt, veio a Budapeste e pediu-me que
tocasse para ele. Ouviu atentamente a Toccata em dó maior, de Bach, e pediu-me
mais. Pus todo o meu empenho na execução da sonata Patética, de Beethoven, e
continuei com os Papillons, de Schumann.
No fim, Sauer levantou-se e beijou-me na testa. ‘Meu
filho’, dise-me, ‘quando tinha a tua idade, fui discípulo de Liszt. Este no
final da minha primeira lição beijou-me na testa e disse-me: «Toma bem conta
deste beijo – ele vem de Beethoven, que mo deu depois de me ouvir tocar.»
Esperei anos para transmitir esta herança sagrada, e
agora sinto que a mereces.’
Nada na minha vida significou tato para mim como o elogio
de Sauer. O beijo de Beethoven dissolveu miraculosamente as minhas dúvidas e
ajudou a tornar-me no pianista que hoje sou. E em breve transmitirei esse beijo
àquele que mais o merecer.
O elogio é uma força poderosa, uma vela num quarto
escuro. É magia, e eu maravilho-me porque funciona sempre.»
Andor Foldes
O Beijo de Beethoven
Positivo e Negativo
«Precisamos de duas coisas antes de chegar aos 30 anos.
Precisamos de realizar algo, da emoção da realização, cujo gosto, uma vez
adquirido, nunca mais nos deixa.
Aquele que, em jovem, saboreou o gosto de conseguir uma
coisa, algo que julgava fora do seu alcance, nunca mais perde essa ambição…
A segunda coisa é sabermos definir aquilo de que não
somos capazes, perceber as nossas limitações.
… E precisamos de saber tudo isto antes dos 30 – ou ficamos
indefesos perante a vida.»
Peter Drucker
“Entrevista com Peter Drucker”

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