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terça-feira, 12 de março de 2013

«SOBRE O ENSINO E A APRENDIZAGEM»


Desde o dia em que nascemos até ao fim das nossas vidas, todos nós somos professores. Ensinamos com o nosso exemplo e aprendemos com o exemplo dos outros. Mas aqueles que dedicam a sua vida a ensinar, a educar os filhos dos outros, devem merecer-nos todo o apreço e toda a admiração, como também todo o respeito.

Fundações Sólidas

«Tudo o que realmente preciso de saber sobre a menira de viver, sobre aquilo que fazer e sobre a minha maneira de ser, aprendi-o no jardim infantil. A sabedoria não se encontrava no topo da montanha do curso universitário, mas ali, no montinho de areia da minha escola.

Aqui estãoa s coisas que aprendi:

·         Compartilha tudo. Sê justo na maneira de proceder e brincar.
·         Não batas em ninguém.
·         Limpa e arruma aquilo que sujaste e desarrumaste.
·         Não tires coisas que não te pertençam.
·         Pede desculpa quando magoaste alguém.
·         Lava as mãos antes de comer.
·         Puxa o autoclismo. Bolinhos mornos e leite frio fazem-te bem.
·         Vive uma vida equilibrada – aprende um pouco, pensa um pouco e, todos os dias, desenha e pinta e canta e dança e brinca um pouco.
·         Dorme uma sesta todas as tardes.
·         Quando fores por esse Mundo fora, acautela-te com o trânsito, dá as mãos e junta-te aos outros.
·         Vê as maravilhas que te rodeiam.»

Robert  Fulghum 
O Poder do Elogio

«Quando ensinava um grupo de jovens pianistas em Saarbrucken, Alemanha Ocidental, em Setembro de 1985, senti que um dos alunos tocaria ainda melhor se recebesse um encorajamento especial.

Elogiei-o perante toda a classe por aquilo que distinguia a sua maneira de tocar. Para seu próprio espanto e dos colegas, imediatamente se excedeu. Umas palavrinhas de apoio fizeram vir à superfície o que de melhor havia nele.

Como me senti feliz e orgulhoso pelo primeiro elogio que me lembro de receber! Tinha sete anos e o meu pai pedira-me que o ajudasse no jardim. Trabalhei o melhor que pude e senti-me perfeitamente recompensado quando ele me beijou e me disse: “Obrigado, filho, trabalhaste muito bem!”

Estas palavras ainda ecoam nos meus ouvidos, mais de seis décadas depois.

Aos 16 anos, encontrava-me no meio de uma crise de conflitos com o meu professor de piano. Até que o afamado pianista Emil von Sauer, o último discípulo ainda vivo de Liszt, veio a Budapeste e pediu-me que tocasse para ele. Ouviu atentamente a Toccata em dó maior, de Bach, e pediu-me mais. Pus todo o meu empenho na execução da sonata Patética, de Beethoven, e continuei com os Papillons, de Schumann.

No fim, Sauer levantou-se e beijou-me na testa. ‘Meu filho’, dise-me, ‘quando tinha a tua idade, fui discípulo de Liszt. Este no final da minha primeira lição beijou-me na testa e disse-me: «Toma bem conta deste beijo – ele vem de Beethoven, que mo deu depois de me ouvir tocar.»

Esperei anos para transmitir esta herança sagrada, e agora sinto que a mereces.’

Nada na minha vida significou tato para mim como o elogio de Sauer. O beijo de Beethoven dissolveu miraculosamente as minhas dúvidas e ajudou a tornar-me no pianista que hoje sou. E em breve transmitirei esse beijo àquele que mais o merecer.

O elogio é uma força poderosa, uma vela num quarto escuro. É magia, e eu maravilho-me porque funciona sempre.»

Andor Foldes
O Beijo de Beethoven

Positivo e Negativo

«Precisamos de duas coisas antes de chegar aos 30 anos. Precisamos de realizar algo, da emoção da realização, cujo gosto, uma vez adquirido, nunca mais nos deixa.

Aquele que, em jovem, saboreou o gosto de conseguir uma coisa, algo que julgava fora do seu alcance, nunca mais perde essa ambição…

A segunda coisa é sabermos definir aquilo de que não somos capazes, perceber as nossas limitações.

… E precisamos de saber tudo isto antes dos 30 – ou ficamos indefesos perante a vida.»

Peter Drucker
“Entrevista com Peter Drucker”


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