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quarta-feira, 13 de março de 2013

Relvas faz as pazes com "Jornal de Angola"

O diário que há 15 dias atacou violentamente o poder de Lisboa publica hoje um artigo do ministro adjunto a "reforçar a cooperação".

"Reforçar a cooperação" é o título do artigo de Miguel Relvas que hoje sai no "Jornal de Angola", o diário que há cerca de 15 dias aconselhou os angolanos a abandonarem os investimentos em Portugal.

O ministro adjunto de Pedro Passos Coelho aproveita o anúncio do plano de reestruturação da RTP, que hoje fará no Parlamento, para publicar em jornais de seis países de língua oficial portuguesa o artigo sobre a "importância estratégica da RTP África e da RTP Internacional". No caso de Luanda, soma-se a oportunidade para mostrar que as relações com o "Jornal de Angola" estão normalizadas.

Na sequência da notícia do Expresso sobre a investigação aberta pelo Ministério Público português ao PGR angolano, por suspeitas de fraude e branqueamento de capitais, o diretor do "Jornal de Angola", José Ribeiro, denunciou em editorial "perseguições aos interesses de Angola em Portugal", que disse causarem "muita desconfiança". E aconselhou os investidores angolanos a saírem de Portugal, o que motivou uma rápida reação dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia, a reafirmarem o total empenho de Lisboa na manutenção das melhores relações com Luanda.

Miguel Relvas aproveita agora a aposta na RTP/África e Internacional para reafirmar "o nosso compromisso do reforço da cooperação". "Para além do óbvio valor cultural, o idioma tem uma relevância económica e política que não é exclusivo de Portugal e dos portugueses. É um bem de todos os povos e países que adotaram o português como língua oficial", lê-se no artigo, que também é publicado em Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Macau e Timor.

No texto, Relvas afirma "a necessidade de investir na melhoria da programação da RTP Internacional" e de "no caso da RTP/África, dar passos seguros para intensificar a permuta de conteúdos, traçar estratégias comuns e unir sinergias capazes de abranger todo o espaço de intervenção deste canal".

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=Expresso=

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