O comentador Marcelo Rebelo de Sousa considera
que a manifestação deste sábado foi “uma manifestação de desilusão”, por
oposição à 'manif' anterior, de 15 de Setembro, que foi “de esperança”. Na TVI,
o antigo líder do PSD afirmou também que Passos Coelho é “muito teimoso”, não
querendo assumir uma mudança no discurso do Governo, e referiu que o primeiro-ministro
e o líder do PS “estão condenados a estar mais próximos do que nunca”.
Para Marcelo, em Setembro, "achava-se que o Governo estava
para cair”, mas agora “o cenário mudou completamente” e “há um contexto
completamente diferente”. “Agora, via-se no olhar triste das pessoas – foi uma
manifestação mais triste do que a outra – via-se que as pessoas provavelmente
acham que o Governo não vai cair”, frisou o comentador, acrescentando que, para
daqui a seis meses, está já marcada, pelo menos, uma outra manifestação, “que
são as eleições autárquicas”.
No
comentário semanal, Marcelo considerou também que Passos Coelho “é muito
teimoso, muito rígido e tem uma posição difícil”, custando-lhe mais a ele e a
Vítor Gaspar assumir uma mudança no discurso do Governo do que a Paulo Portas.
“Ele [Passos] em vez de discutir a mudança de rumo durante o temporal, preferiu
falar de Portugal depois do temporal”, avaliou Marcelo.
O
comentador sustentou ainda que Passos e Seguro “estão condenados a estar mais
próximos do que nunca em termos políticos”, e adiantou que o líder rosa não
fará nada de que se possa arrepender para quando, eventualmente, for
primeiro-ministro, porque “pode precisar de uma coligação à direita”.
N. M.

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