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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

«CONFIANÇA NO SEIO DA COLIGAÇÃO»

Fazer amigos é como criar uma segunda família. Somos livres de escolher tantos – ou tão poucos – “amigos” quantos quisermos. Aliás, analisando bem a confiança depositada pelo senhor Pedro no senhor Paulo, tendo o primeiro interrompido as férias na “Manta Rota” para se deslocar à capital par se inteirar de tudo o que se tinha passado com um secretário de Estado que fazia parte do elenco do calmo Ministério das Finanças, superiormente liderado por a excelsa senhora Maria Luis, não fossem as palavras depois contadas tentarem escapar à realidade.

Estava prevista a liderança do senhor Paulo que, como vice-primeiro-ministro deveria presidir ao Conselho de Ministros do dia de ontem, 8 de Agosto de 2013, mas que o senhor Pedro decidiu inteirar-se pessoalmente de tudo quanto se passava e ser ele a presidir ao referido CM.

Prova mais que cabal de que realmente a confiança reina entre os membros da coligação que oferece ao actual governo a estabilidade tão desejada e que, apesar de tudo, não pode garantir a paz social que desejaríamos.

Sim, decidido e intrépido, abandonando a família no Algarve, montou no seu “corcel” e rumou à capital, uma vez que, apesar de toda a confiança depositada nos seus seguidores, se inteirou pessoalmente de tudo quanto se passava e delineou trajectórias para o futuro próximo.

Algum milagre na Terra se compara com o da descoberta de uma confiança que desconhece limites? “Há muita coisa em jogo, mas eu arrisco tudo de bom grado para dar um oportunidade a um relacionamento que me parece promissor”, terá pensado para consigo mesmo o senhor Pedro.

Por seu lado, o senhor Paulo terá pensado: “Tão próximos como berlindes num saco, o Pedro vai permitir-me presidir a este Conselho de Ministros, uma vez que a confiança reina entre nós”. Imagino qual seria a decepção quando soube que afinal o senhor Pedro iria a Lisboa presidir à reunião.

O paradoxo da confiança está intimamente ligado a outro paradoxo, o da amizade; que é, simultanemente a coisa mais forte mas também a mais frágil do Mundo. E, nos dias que correm, em política, quem poderá confiar em quem? Um homem é capaz de dar a vida por um amigo, mas não está disposto a sacrificar os seus tímpanos.

Muito frequentemente, as conversas correm melhor entre três ou mais pessoas do que entre duas, porque uma delas actua sempre, involuntariamente, como árbitro, impondo o jogo franco, impedindo que a agressividade de uma delas viole a fragilidade da outra.


Assim e deste modo, ficou uma vez mais provado que “existe efectivamente grande confinça e amizade entre os membros da maioria#, e que o senhor Pedro se deslocou a Lisboa porque se tinha esquecido de alguma coisa que jamais saberemos e que, uma vez que lá se encontrava, por mera coincidência, resolveu ir cumprimentar todos os seus lacaios que tão bem sabem adulá-lo quando ele fala, cheio de graça..!!!

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