Fazer amigos é como criar uma segunda
família. Somos livres de escolher tantos – ou tão poucos – “amigos” quantos
quisermos. Aliás, analisando bem a confiança depositada pelo senhor Pedro no
senhor Paulo, tendo o primeiro interrompido as férias na “Manta Rota” para se
deslocar à capital par se inteirar de tudo o que se tinha passado com um
secretário de Estado que fazia parte do elenco do calmo Ministério das Finanças,
superiormente liderado por a excelsa senhora Maria Luis, não fossem as palavras
depois contadas tentarem escapar à realidade.
Estava prevista a liderança do senhor Paulo
que, como vice-primeiro-ministro deveria presidir ao Conselho de Ministros do
dia de ontem, 8 de Agosto de 2013, mas que o senhor Pedro decidiu inteirar-se
pessoalmente de tudo quanto se passava e ser ele a presidir ao referido CM.
Prova mais que cabal de que realmente a
confiança reina entre os membros da coligação que oferece ao actual governo a
estabilidade tão desejada e que, apesar de tudo, não pode garantir a paz social
que desejaríamos.
Sim, decidido e intrépido, abandonando a
família no Algarve, montou no seu “corcel” e rumou à capital, uma vez que,
apesar de toda a confiança depositada nos seus seguidores, se inteirou
pessoalmente de tudo quanto se passava e delineou trajectórias para o futuro
próximo.
Algum milagre na Terra se compara com o da
descoberta de uma confiança que desconhece limites? “Há muita coisa em jogo,
mas eu arrisco tudo de bom grado para dar um oportunidade a um relacionamento
que me parece promissor”, terá pensado para consigo mesmo o senhor Pedro.
Por seu lado, o senhor Paulo terá pensado: “Tão
próximos como berlindes num saco, o Pedro vai permitir-me presidir a este
Conselho de Ministros, uma vez que a confiança reina entre nós”. Imagino qual
seria a decepção quando soube que afinal o senhor Pedro iria a Lisboa presidir
à reunião.
O paradoxo da confiança está intimamente ligado
a outro paradoxo, o da amizade; que é, simultanemente a coisa mais forte mas
também a mais frágil do Mundo. E, nos dias que correm, em política, quem poderá
confiar em quem? Um homem é capaz de dar a vida por um amigo, mas não está
disposto a sacrificar os seus tímpanos.
Muito frequentemente, as conversas correm
melhor entre três ou mais pessoas do que entre duas, porque uma delas actua
sempre, involuntariamente, como árbitro, impondo o jogo franco, impedindo que a
agressividade de uma delas viole a fragilidade da outra.
Assim e deste modo, ficou uma vez mais
provado que “existe efectivamente grande confinça e amizade entre os membros da
maioria#, e que o senhor Pedro se deslocou a Lisboa porque se tinha esquecido
de alguma coisa que jamais saberemos e que, uma vez que lá se encontrava, por
mera coincidência, resolveu ir cumprimentar todos os seus lacaios que tão bem
sabem adulá-lo quando ele fala, cheio de graça..!!!

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