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domingo, 21 de julho de 2013

Remédios vão ser racionados

As medidas de racionamento foram aprovadas pela Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica



Médicos contestam medidas criadas pela Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica. Medicamentos podem ficar um ano à espera de aprovação


Os doentes vão ter mais dificuldade no acesso aos remédios, especialmente os inovadores, devido a medidas de racionamento aprovadas pelo Ministério da Saúde. A Ordem dos Médicos está contra os cortes e avisa que os doentes vão ser prejudicados, pois as situações de doença vão ser agravadas. O objetivo da tutela é reduzir a despesa pública.

As medidas de racionamento estão definidas nos ‘Princípios orientadores para a política do medicamento’, documento ao qual o CM teve acesso, aprovado pela Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica. De fora dos trabalhos da Comissão ficaram as associações de doentes. 

Os clínicos são obrigados a prescrever os remédios que constam do Formulário Nacional do Medicamento. Esse formulário é revisto anualmente, o que significa que um produto aprovado pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) pode estar um ano à espera para ser incluído no formulário. O documento refere ainda que "todos os medicamentos sujeitos a receita médica restrita serão obrigatoriamente avaliados pelo Infarmed nos primeiros seis meses após a autorização de introdução no mercado". Ora, os prazos de avaliação e aprovação pelo Infarmed "são largamente ultrapassados", afirma ao CM o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva. E dá o exemplo: "Os doentes de hepatite C estão há dois anos à espera da aprovação pelo Infarmed de um medicamento que duplica a taxa de cura. Sem esse tratamento a doença, que podia ser curável, evolui para uma cirrose e um cancro".

Ao CM, o Ministério da Saúde nega o racionamento nos medicamentos e considera que "com este formulário, fica garantida maior segurança na utilização dos medicamentos, bem como se assegura que os doentes do SNS serão todos, sem exceção, tratados com a melhor prática clínica internacional".




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