Tal pensamento ou teoria pode já ter tido
razão de ser, mas a cada dia que passa se prova, cada vez mais, que já assim
não é. E porquê?
Dirão os mais optimistas que tudo se deve aos
tempos, que estão muito mudados; dirão os menos optimistas que devido, talvez,
a factores sociais, a um desconhecimento por parte dos cidadãos, ao desprezo
por parte dos mais novos; outros ainda apontarão um fenómeno social que se
propaga pelo mundo, sendo estes últimos, quanto a mim, aqueles que estarão mais
próximos da realidade.
Para aqueles políticos que se mantêm bem
distanciados dos cidadãos comuns, que lhes mentem constantemente, que os crivam
de novos impostos e cortes nos salários e pensões de reforma e outras, todavia,
trata-se apenas de ignorância do povo que não consegue evoluir mentalmente.
Para os demais políticos, tudo se deve,
essencialmente, ao mau comportamento dos seus homólogos que estão no poder e
tudo fazem para “desmoralizar a cidadania”.
Mas, se perguntarmos a um desses cidadãos, receberemos como única
resposta: “Jamais darei o meu voto a esses aldrabões, que só fazem promessas e
nunca as cumprem”. Ou seja, mentem aos cidadãos!
Fazendo uma ronda geral pelo país e pelos
locais mais recônditos, pode verificar-se que mesmo os mais velhos e os
considerados incultos e sem capacidade de raciocínio claro, dão como explicação
que o voto já não vale nada, e que uma vez recebido, tudo volta ao mesmo, uma
vez que os políticos nunca cumprem o que prometem.
E sabem verificar que os autarcas da esquerda
com um governo de direita, são sempre “lixados” devido aos ciúmes sentidos
pelos governantes da direita, que de modo algum podem permitir que alguém da
esquerda, por exemplo comunista ou do BE, possa ficar bem visto, pelo que lhes
cortam as pernas, impedindo-os de valorizar as terras, cidades ou vilas ou
mesmo aldeias.
Então, tratar-se-á de ignorância do povo ou
de má fé dos políticos dominantes? “Ó senhor; aquela maralha que está lá em
Lisboa, não quer saber como vivemos ou se vivemos; quando o presidente da Junta
fala com o presidente da Câmara, dizendo ser preciso fazer esta ou aquela obra,
ouve logo a resposta: não há verbas para elas agora; depois, deixa tudo na
mesma e quando se aproximam novas eleições o dinheiro aprece para que as obras
se realizem.”
Portanto, para alguns, sim! O voto pode ser a
sua arma. Mas para a generalidade, já não o é, porque “ninguém liga à arraia
miúda”, e ainda a gozam por cima.
Pelos vistos, o voto já não é a arma do povo!
Antes a dos políticos mentirosos!!!

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