Boa tarde senhor
António Mendes
Na página que o Jornal de Notícias disponibiliza aos seus leitores sob o
título "Cartas do Leitor", o senhor diz que o secretário de
estado Sérgio Monteiro se deparou com com uma cratera de 17.000 milhões de
euros, e num estudo aprofundado que mandou fazer, constatou que a sua origem
não estava nas sucessivas gestões ruinosas com regalias sumptuárias, mas nos
passes das famílias directas dos trabalhadores no activo, como dos agora
reformados.
O prejuízo de milhões que Maria Luís Albuquerque causou e que vamos
pagar a si não lhe interessa falar.
Fácil. Corte-se, disse Sérgio Monteiro.
Uma enorme alegria para o senhor.
Eram justos, como diz, os ordenados
principescos e mordomias que recebiam as várias direcções dos STCP?
Porque acabaram com os vários serviços (médico,
alfaiate, barbeiro, mini mercado e outros produtos a preços mais baratos),
comprados através de requisição passada pelos serviços disponibilizados aos
seus trabalhadores?
Quem autorizou o seu fim?
O senhor, como funcionário dessa empresa
também beneficiava deles. Conheço a pessoa que passava essas requisições.
Por que destruíram o lindíssimo edifício Sede
na Avenida da Boavista e edifício onde estava o seu Centro de Saúde para no seu
lugar serem construídos dois edifícios de luxo e o edifício onde está a EDP
ao lado de um novo arruamento, quando todo o terreno era para construir a Casa
da Música?
Existem culpados, isto é corrupção e se a
justiça funcionasse a esta hora ainda estavam na cadeia.
Um grande culpado é o doutor Fernando Gomes que
quando presidente da câmara do Porto vendeu a um particular os dois edifícios
que hoje fazem sombra à Casa da Música e a nova rua.
Carlos Brito, um PSD que fez parte da Direcção,
quando saiu, foi premiado com o novo cargo, criado para o efeito, de Provedor
do Utente numa sala da Rua do Bolhão e depois presidente do Museu do Carro e
Eléctrico.
O PSD sabe garantir o futuro aos seus
militantes mas isto o senhor não quer ver.
O senhor é inimigo dos seus colegas de trabalho
e deve ser denunciado e tudo vou fazer para isso acontecer
Se fosse antes de Abril de 1974 eu diria que o
senhor era bufo da PIDE se é que não foi.
Já que o senhor acusa, agora sou eu que vou
acusar. Como sabe, na viela que dava para o parque de estacionamento dos
directores, na esquina havia um pequeno armazém onde eram guardadas as placas
das paragens de autocarros e, depois de subir uma pequena rampa havia uma porta
que dava para uma oficina e quintal.
Que levavam as sacas e embrulhos que os seus
colegas, com as esposas e quando era para saírem com o roubo o funcionário
vinha à esquina ver se se o colega podia sair sem ser visto.
O senhor é um elemento dentro da empresa ao
serviço de CDS ou PSD para dividir os seus colegas.
M: M.

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