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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

«NEM RUSSOS NEM AMERICANOS OU ALEMÃES…»

Nem russos nem americanos estavam suficientemente maduros, ou intelectualmente corrompidos o bastante, para “salvarem” a Europa ou reabilitarem a sua decadência.

Os alemães, muito mais contaminados, teriam podido emprestar-lhes uma aparência de duração, uma coloração de futuro.

Mas, imperialistas em nome de um sonho tacanho e de uma ideologia hostil a todos os valores saídos do Renascimento, cumpririam às avessas a sua missão e estragariam tudo definitivamente.

Chamados a governar o continente, a conceder-lhe uma aparência de força, ainda que por algumas gerações apenas (o século XX deveria ter sido alemão, no sentido em que o século XVIII foi francês), fizeram tão mal as coisas que só conseguiram apressar a derrocada.

Não contentes com terem transtornado e deixado de pernas para o ar o continente, ofereceram-no ainda de presente à Rússia e à América, pois foi afinal para elas que tão bem souberam guerrear e cair.

Assim, heróis por conta alheia, autores de um desordem trágica, falharam na sua tarefa, no seu verdadeiro papel. Depois de terem meditado e elaborado os temas do mundo moderno, depois de terem produzido Hegel e Marx, seria seu dever colocarem-se ao serviço de uma ideia universal e não de uma visão de tribo.

E, porém, até essa visão, por muito grotesca que fosse, testemunhava em seu favor: pois não revelava que no Ocidente só eles conservavam alguns restos de frescura e de barbárie e eram ainda susceptíveis de um grande desígnio ou de uma vigorosa insânia?

Mas, sabemos agora, que já não têm desejo nem capacidade par se lançarem em novas aventuras, que o seu orgulho, tendo perdido o viço, se debilita como eles e que, enfim, conquistados pelos encantos do abandono, hão-de dar também eles o seu modesto contributo para o fracasso geral.

Tal como é, o Ocidente não subsistirá indefinidamente: prepara-se para o seu fim, não sem conhecer um período de surpresas…

Pensemos no que se passou entre o século V e o século X.

Espera-o uma crise grave; desenhar-se-á um outro estilo, formar-se-ão novos povos.

Por agora, imaginemos o caos; digam o que disserem, já o vivemos em Portugal, e a maioria já se mostra resignada à falência total, embora os sindicatos prometam “luta aberta”!

Invocando a História, com a ideia de sucumbir nela, abdicando em nome do futuro, os membros da maioria sonham, por necessidade de terem esperança contra si próprios, ver-se arrasados, espezinhados, “salvos”…

Um sentimento semelhante levou a antiguidade a esse suicídio que era  promessa cristã.

Tudo começará por Portugal, alastrando-se aos países vizinhos primeiro, depois a todos os outros e a União Europeia perecerá pois nela existem “filhos e enteados”, não uma verdadeira união.


Aliás, em Portugal já há muito que tudo se iniciou, e tudo acontece por haver, simplesmente, falta de lideranças sérias e desinteressadas, que se limitem a servir a Nação, nunca os seus interesses político-partidários!

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