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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

«FRANCISCO SOARES MESQUITA MACHADO»

Nascido em “Pousada de Saramagos”, Famalicão, em 1947, assumiu a presidência da Câmara de Braga aos 29 anos, após o regresso da Venezuela, para onde havia sido conduzido por seus pais na sua infância, devido a perseguições políticas promovidas pelo regime salazarista contra seu pai.

Viveu sempre nos ideais de esquerda, aderindo em  1975 ao PS, dando início a uma carreira política como  deputado por Braga.

Quem conhecesse o CV de seu pai, não teria dúvidas em votar nele, já que seu pai foi uma figura de relevo nas lutas contra a ditadura e o fascismo.

Todavia, quer em 1976 quer em 1997, apenas conseguiu a maioria absoluta na Câmara em coligação com o vereador do CDS Miguel Brito.

Trata-se de mais um dinossauro da política, o político no mundo há mais tempo no poder.

Como se pode verificar, pactuou com a ultra-direita ao concordar com a exposição na cidade de Braga de uma estátua em homenagem ao Cónego Melo, que dizem ter sido o fundador do ELP e do MDLP, autor velado do Outono quente de 1975, fazendo recair as culpas sobre as forças ligadas ao PCP, que provou totalmente a sua inocência.

Afirmam também que o padre “Max” terá sido assassinado por decisão desse tal cónego Melo, e que nem as autoridades ligaram grande importância, nem a própria justiça, enquanto ainda recentemente foi criada uma nova comissão de inquérito à explosão do avião, causadora da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, do PSD e do CDS respectivamente, que ficou conhecido como “O  Caso de Camarate”.

Lamentavelmente, a nossa justiça apresenta dois pesos e duas medidas. E se o caso de Camarate merece mais uma meditação, constando-se de um tráfico de armas, o caso do padre Max, que dedicava a sua vida a esclarecer o povo, deveria também merecer ir até ao fim, doesse a quem doesse.

Mas, enquanto uns tinham amigos influentes, o outro limitava-se a ser apoiante do Partido Comunista.

E se ambos eram filhos de Deus, ambos também deveriam merecer o mesmo tipo de tratamento.


Portanto, será que o senhor Mesquita Machado sente a consciência totalmente limpa? Assim seja..!

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