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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

«ÊXITO NA VIDA»

“A vida, a muitos respeitos, parece-se com uma paciência de cartas. O seu êxito depende tanto da maneira que estas vão aparecendo, como da habilidade do jogador a dispo-las.” (Frank Crane)

Realmente, de pouco serve ser um jogador hábil, se não se tiverem boas cartas.

A vida, no que oferece de melhor é uma combinação de sorte e de habilidade.

O que chamamos sorte é a forma pela qual os acontecimentos se nos apresentam.

Esses acontecimentos dependem de um poder superior alheio à nossa vontade.

O êxito, portanto, só em parte depende de nós próprios; pertence à ordem das coisas que nos vão sucedendo.

Todavia, a habilidade e a inteligência desempenham um papel indubitável no jogo da vida.

O jogador que tiver fé na sua sorte, que proceda com habilidade e coragem, acabará por ganhar a partida.

Se querem ser bem sucedidos, acreditem na vossa sorte, persuadam-se de que ela lhes não faltará, mesmo que tenha de chegar mais tarde, mesmo que se apresente por forma diversa daquela porque a esperam.

Napoleão tinha fé na sua estrela e todos os homens que têm realizado grandes coisas, têm estado persuadidos do seu mérito, convencidos de que a fortuna os gratificaria com os seus sorrisos.

Sem ligarmos nenhuma superstição a uma certeza deste género, como não havemos de compreender que o optimismo nos abre os olhos, nos torna atentos a todos os favores do acaso?

A atitude que tivermos para com a vida, a vida a terá para connosco.

Aqueles que julgam ter pelo seu lado as forças obscuras deste mundo, são geralmente melhor sucedidos do que aqueles que julgam que essas forças contra eles.

Quem poderia contar com o bom êxito de um candidato, bem preparado, mas que se apresentasse a concurso  tremer de medo e convencido do fracasso?

O segredo de tudo isto é que a fé na sorte, torna a mão mais segura, multiplica as forças, aumenta o engenho e, por conseguinte, torna-nos mais capazes de um esforço prolongado, de uma perseverança favorável.

Alguns que hipoteticamente leiam estas palavras poderão perguntar-se “o que será isso de concurso?”!


Terão toda a razão, pois hoje tudo se faz através de cunhas e mais cunhas, como nos não áureos tempos da ditadura, mas também através dos cartões de “sócios” dos partidos vencedores.

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