“A vida, a muitos respeitos, parece-se com
uma paciência de cartas. O seu êxito depende tanto da maneira que estas vão
aparecendo, como da habilidade do jogador a dispo-las.” (Frank Crane)
Realmente, de pouco serve ser um jogador
hábil, se não se tiverem boas cartas.
A vida, no que oferece de melhor é uma
combinação de sorte e de habilidade.
O que chamamos sorte é a forma pela qual os
acontecimentos se nos apresentam.
Esses acontecimentos dependem de um poder
superior alheio à nossa vontade.
O êxito, portanto, só em parte depende de nós
próprios; pertence à ordem das coisas que nos vão sucedendo.
Todavia, a habilidade e a inteligência
desempenham um papel indubitável no jogo da vida.
O jogador que tiver fé na sua sorte, que
proceda com habilidade e coragem, acabará por ganhar a partida.
Se querem ser bem sucedidos, acreditem na
vossa sorte, persuadam-se de que ela lhes não faltará, mesmo que tenha de
chegar mais tarde, mesmo que se apresente por forma diversa daquela porque a
esperam.
Napoleão tinha fé na sua estrela e todos os
homens que têm realizado grandes coisas, têm estado persuadidos do seu mérito,
convencidos de que a fortuna os gratificaria com os seus sorrisos.
Sem ligarmos nenhuma superstição a uma
certeza deste género, como não havemos de compreender que o optimismo nos abre
os olhos, nos torna atentos a todos os favores do acaso?
A atitude que tivermos para com a vida, a
vida a terá para connosco.
Aqueles que julgam ter pelo seu lado as
forças obscuras deste mundo, são geralmente melhor sucedidos do que aqueles que
julgam que essas forças contra eles.
Quem poderia contar com o bom êxito de um
candidato, bem preparado, mas que se apresentasse a concurso tremer de medo e convencido do fracasso?
O segredo de tudo isto é que a fé na sorte,
torna a mão mais segura, multiplica as forças, aumenta o engenho e, por
conseguinte, torna-nos mais capazes de um esforço prolongado, de uma
perseverança favorável.
Alguns que hipoteticamente leiam estas
palavras poderão perguntar-se “o que será isso de concurso?”!
Terão toda a razão, pois hoje tudo se faz
através de cunhas e mais cunhas, como nos não áureos tempos da ditadura, mas
também através dos cartões de “sócios” dos partidos vencedores.

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