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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

«CORRIJAM-ME SE ESTIVER ERRADO»

Penso que entre aqueles que só gostam de mulheres existe uma forma padrão de observação dos dons físicos, que começa de cima para baixo, isto é, da forma das pernas, ao milímetro e muito lentamente, apreciando se são compridas ou curtas, se são bem torneadas e se deixam promessas aos possíveis pretendentes.

Continuando a ascensão, passa-se a imaginar tudo o que está coberto pela saia, até à cinta. Aí surge todo um mundo de ilusões prometedoras para o bem-estar dos olhos e da mente, que trabalha aceleradamente.

Ora, progredindo sempre no sentido de baixo para cima, chega-se à própria cintura, se é naturalmente fina, seguindo-se seguidamente as protuberâncias peitorais e, se houver um decote, por modesto que seja, aprecia-se se os ossos dos ombros e do colo estão bem ou simplesmente cobertos de matéria carnal.

Seguidamente, o pescoço, que deve ser fino e meio-longo, para poder suportar a cabeça, onde se situa o rosto e no qual se apreciam, com toda a seriedade, os olhos, o nariz, a boca, se os lábios são carnudos ou finos e, finalmente, se a cor do cabelo é ou não natural.

Seguidamente, aprecia-se o conjunto completo e, se a mulher tiver as formas de uma viola clássica, vem a aprovação, a respectiva tentativa de “engate”, um convite para tomar uma bebida fresca, nem que seja uma água, e, durante esse tempo, se aceite o convite, o exame continua.

É a voz, a forma como se expressa, aquele gesto involuntário dos olhos, que examinam um “gajo” de alto a baixo, a forma como se comporta, se teem modos de cavalheiro, surgindo lentamente uma atracção mútua.

Não sou desses que contam anedotas de loiras, porque as há belas, bonitas e inteligentes, carinhosas e que mostram, mais tarde, que sabem ser mulheres e que para elas um homem é um homem, com todos os seus pecados, aliás como também nós pensamos delas, sejam loiras ou morenas.

As ruivas naturais são, no entanto, as mais fervorosas adeptas de uma boa tarde de amor, que pode, ou não, redundar num compromisso à la longue.

Ora, quando se é ainda jovem, o mundo é todo deles. E se a mulher é independente, e o homem também, que sejam muito felizes, porque tristezas não pagam dívidas nem os cortes feitos pelos governos.

Com o tempo, todavia, os gostos vão-se apurando e, a experiência adquirida nessas mil e uma aventuras saudáveis para ambos os lados, homem e mulher tornam-se mais exigentes, sendo os exames preliminares mais exigentes.

Se um e outro passarem no exame, “Viva a Vida”, que a morte é certa.

A todas e todos, boas e felizes conquistas, pois eu dei o nó, tenho uma mulher maravilhosa, como também dois filhos e netas também eles e elas maravilhosas.


Não se esqueçam nunca de que as mulheres são uma dádiva de Deus e que devem ser amadas e respeitadas sempre. Ou então, fiquem solteiros!

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