Penso que entre aqueles que só gostam de
mulheres existe uma forma padrão de observação dos dons físicos, que começa de
cima para baixo, isto é, da forma das pernas, ao milímetro e muito lentamente,
apreciando se são compridas ou curtas, se são bem torneadas e se deixam
promessas aos possíveis pretendentes.
Continuando a ascensão, passa-se a imaginar
tudo o que está coberto pela saia, até à cinta. Aí surge todo um mundo de
ilusões prometedoras para o bem-estar dos olhos e da mente, que trabalha
aceleradamente.
Ora, progredindo sempre no sentido de baixo
para cima, chega-se à própria cintura, se é naturalmente fina, seguindo-se
seguidamente as protuberâncias peitorais e, se houver um decote, por modesto
que seja, aprecia-se se os ossos dos ombros e do colo estão bem ou simplesmente
cobertos de matéria carnal.
Seguidamente, o pescoço, que deve ser fino e
meio-longo, para poder suportar a cabeça, onde se situa o rosto e no qual se
apreciam, com toda a seriedade, os olhos, o nariz, a boca, se os lábios são
carnudos ou finos e, finalmente, se a cor do cabelo é ou não natural.
Seguidamente, aprecia-se o conjunto completo
e, se a mulher tiver as formas de uma viola clássica, vem a aprovação, a
respectiva tentativa de “engate”, um convite para tomar uma bebida fresca, nem
que seja uma água, e, durante esse tempo, se aceite o convite, o exame
continua.
É a voz, a forma como se expressa, aquele
gesto involuntário dos olhos, que examinam um “gajo” de alto a baixo, a forma
como se comporta, se teem modos de cavalheiro, surgindo lentamente uma atracção
mútua.
Não sou desses que contam anedotas de loiras,
porque as há belas, bonitas e inteligentes, carinhosas e que mostram, mais
tarde, que sabem ser mulheres e que para elas um homem é um homem, com todos os
seus pecados, aliás como também nós pensamos delas, sejam loiras ou morenas.
As ruivas naturais são, no entanto, as mais
fervorosas adeptas de uma boa tarde de amor, que pode, ou não, redundar num
compromisso à la longue.
Ora, quando se é ainda jovem, o mundo é todo
deles. E se a mulher é independente, e o homem também, que sejam muito felizes,
porque tristezas não pagam dívidas nem os cortes feitos pelos governos.
Com o tempo, todavia, os gostos vão-se
apurando e, a experiência adquirida nessas mil e uma aventuras saudáveis para
ambos os lados, homem e mulher tornam-se mais exigentes, sendo os exames
preliminares mais exigentes.
Se um e outro passarem no exame, “Viva a Vida”,
que a morte é certa.
A todas e todos, boas e felizes conquistas,
pois eu dei o nó, tenho uma mulher maravilhosa, como também dois filhos e netas
também eles e elas maravilhosas.
Não se esqueçam nunca de que as mulheres são
uma dádiva de Deus e que devem ser amadas e respeitadas sempre. Ou então,
fiquem solteiros!

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