Ao “desafiar” o líder do PS, o líder da
bancada parlamentar do PSD demonstra bem de que é feito de uma “massa especial”,
talvez a massa maçónica e que, além de pretender mostrar-se espirituoso, age
como um “biltre”.
Têm tentado por todos os modos atacar e
culpar o anterior primeiro-ministro, José Sócrates, abstendo-se, todavia, de
falar sequer do seu correligionário Santana Lopes que também recebeu convites a
adoptar os swaps de que tanto se fala. Tal
respeito, nada diz, nada refere, tornando-se caricato senão mesmo ridículo.
Ora, também de forma ridícula lança o desafio
a Seguro, ao mesmo tempo que afirma que o seu colaborador para a área
financeira até concorda com a utilização desses famigerados swaps.
Estar na política não deve permitir tudo e
todos os meios para atingir determinados fins, a até as insinuações que usa
desde Loulé refere um “processo de intenções” desencadeado contra o
demissionário secretário de Estado, Joaquim Luis Jorge.
Depois, indo talvez demasiado longe, afirma
terem existido reuniões entre o governo PS e instituições financeiras que “serviriam
para mascarar s contas do Estdo”, apesar de saber que foram recusadas as
intenções de venda de produtos tóxicos nesses encontros, sem no entanto referir
que Joaquim Pis Jorge participou nesses encontros como vendedor da “banha da
cobra” financeira.
É por estas e outras atitudes semelhantes que
a classe política em geral cai desastrosamente no descrédito. Não têm classe,
não há política séria, não há políticos “honestos” que vão par a política para
servirem o país e o povo.
Portugal e os portugueses estão muito perto
do colapso e este “senhor” permite-se usar o cinismo como arma de arremesso
contra aqueles com quem pretendiam uma espécie de “casamento de salvação
nacional” proposto por um presidente da República que prefere, entretanto,
guardar o silêncio, não apenas por se
encontrar de férias no Algarve, aldeamento da Coelheira.
Se a pretensão, e creio não me enganar é a de
lançar poeira aos olhos da população, como que adivinhando a derrocada
eleitoral nas autárquicas, prenúncio do
que acontecerá com e nas legislativas, como que adivinhando a estrondosa
derrota de que serão vítimas únicas e culpadas.
Estas atitudes são prova cabal de falta de
dignidade, de desespero e de falta de ética política, escusando-se a dizer
desde quando circulam as tais swaps pelo mundo e por Portugal, quais os que
aceitaram comprá-los e provocar a decadência em que hoje se encontra o país e
sobretudo os portugueses, roubados para tapara os furos abertos pelos
anteriores governos, sobretudo aqueles erros crassos do senhor Silva, que
durante dez longos anos ocupou o lugar mais alto do palácio de S. Bento.
Com jeitinho, muito jeitinho e um inquérito
bem conduzido, dir-nos-ia talvez que o mal, o grande mal económico e financeiro
já vem de longe, de tão longe no tempo que ele seria ainda aluno de uma
qualquer universidade.
Se para se saber bem for necessário recordar
alguns factos, vejamos por exemplo, as péssimas distribuições dos subsídios
vindos de Bruxelas e pagos por todos nós através do IVA, servindo para acabar
com a agricultura e abater barcos de pesca e com os sectores em Portugal,
especial e exclusivamente quando o senhor Silva ocupava o cargo de
primeiro-ministro.
Curiosamente, não se refere a nada disso e se
pudesse até iria ao ponto de condenar todos os partidos de esquerda de todos os
males que afectam Portugal e os portugueses, que, no entanto, nunca foram tão
maltratados como desde que, mentindo, o senhor Pedro ocupa o lugar de
primeiro-ministro.
Repito ser necessária ética e seriedade na
política portuguesa, e considerar uma honra servir o país sem antes se servir a
si próprios.

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