Zorrinho
referiu hoje no Porto que as turmas atribuídas às escolas "são
insuficientes, mesmo para aplicar a regra dos 30 alunos por turma", de que
o PS diz discordar
O líder parlamentar
do PS, Carlos Zorrinho, disse hoje que "neste momento é já impossível preparar
adequadamente o próximo ano letivo" e que "no Governo ninguém se
entende" quanto às reformas.
Numa declaração feita
no Porto, Zorrinho começou por acusar o Governo de querer "aproveitar este
período de menor atenção dos portugueses para tomar medidas que são gravemente
lesivas" para a população.
O dirigente
socialista começou pela educação dizendo que neste setor se vive "uma
instabilidade nas escolas que é gravemente prejudicial para as famílias, para
os alunos e para os professores.
"Neste momento,
é já impossível preparar adequadamente o próximo ano letivo", resumiu.
Zorrinho disse que as
turmas atribuídas às escolas "são insuficientes, mesmo para aplicar a
regra dos 30 alunos por turma", de que o PS diz discordar.
"Há muitos
professores que não estão ainda colocados e há muitos alunos também que ainda
não têm colocação", continuou, realçando que "os últimos dois anos
foram terríveis na educação e os resultados obtidos pelos alunos foram
maus".
"Com estas
medidas e esta instabilidade, o Governo caminha para um abismo na
educação", considerou.
Zorrinho deteve-se
depois na questão das reformas e pensões, para sublinhar que "o Governo
também cria uma enorme instabilidade em todos os portugueses reformados,
pensionistas, funcionários públicos, futuros reformados e futuros
pensionistas", porque, sobre estas questões, "no Governo ninguém se
entende: cada cabeça, sua sentença".
"A única coisa
que todos percebemos é que o Governo se prepara para fazer um corte aos atuais
e aos futuros pensionistas, mas não explica como, nem quando, nem porquê, nem
com que critérios", reforçou.
O dirigente
socialista concluiu realçando que "o PS está profundamente indignado com a
falta de ética política deste Governo e com as medidas que, sem ética e sem
consistência, estão a ser aplicadas".
"Os nossos
jovens não têm garantido um bom ano letivo, os nossos professores não sabem
para onde vão ensinar e como é que vão ensinar, as famílias não sabem onde os
seus filhos vão estudar, os diretor das escoas não sabem como vão organizar as
turmas", insistiu.
O líder
parlamentar reforçou a posição socialista afirmando que "os atuais
trabalhadores não sabem quando e com quanto é que se vão reformar, os atuais
reformados não sabem quanto vão receber em janeiro do próximo ano".
=Jornal i=

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