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sábado, 10 de agosto de 2013

PS diz que é impossível preparar adequadamente o próximo ano lectivo

Zorrinho referiu hoje no Porto que as turmas atribuídas às escolas "são insuficientes, mesmo para aplicar a regra dos 30 alunos por turma", de que o PS diz discordar
O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, disse hoje que "neste momento é já impossível preparar adequadamente o próximo ano letivo" e que "no Governo ninguém se entende" quanto às reformas.

Numa declaração feita no Porto, Zorrinho começou por acusar o Governo de querer "aproveitar este período de menor atenção dos portugueses para tomar medidas que são gravemente lesivas" para a população.

O dirigente socialista começou pela educação dizendo que neste setor se vive "uma instabilidade nas escolas que é gravemente prejudicial para as famílias, para os alunos e para os professores.

"Neste momento, é já impossível preparar adequadamente o próximo ano letivo", resumiu.

Zorrinho disse que as turmas atribuídas às escolas "são insuficientes, mesmo para aplicar a regra dos 30 alunos por turma", de que o PS diz discordar.

"Há muitos professores que não estão ainda colocados e há muitos alunos também que ainda não têm colocação", continuou, realçando que "os últimos dois anos foram terríveis na educação e os resultados obtidos pelos alunos foram maus".

"Com estas medidas e esta instabilidade, o Governo caminha para um abismo na educação", considerou.

Zorrinho deteve-se depois na questão das reformas e pensões, para sublinhar que "o Governo também cria uma enorme instabilidade em todos os portugueses reformados, pensionistas, funcionários públicos, futuros reformados e futuros pensionistas", porque, sobre estas questões, "no Governo ninguém se entende: cada cabeça, sua sentença".

"A única coisa que todos percebemos é que o Governo se prepara para fazer um corte aos atuais e aos futuros pensionistas, mas não explica como, nem quando, nem porquê, nem com que critérios", reforçou.

O dirigente socialista concluiu realçando que "o PS está profundamente indignado com a falta de ética política deste Governo e com as medidas que, sem ética e sem consistência, estão a ser aplicadas".

 "Os nossos jovens não têm garantido um bom ano letivo, os nossos professores não sabem para onde vão ensinar e como é que vão ensinar, as famílias não sabem onde os seus filhos vão estudar, os diretor das escoas não sabem como vão organizar as turmas", insistiu.

 O líder parlamentar reforçou a posição socialista afirmando que "os atuais trabalhadores não sabem quando e com quanto é que se vão reformar, os atuais reformados não sabem quanto vão receber em janeiro do próximo ano".

=Jornal i=

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