Número total de visualizações de páginas

domingo, 11 de agosto de 2013

«POVO: BRINQUEDO DOS POLÍTICOS»

Quantos desses senhores, criados com muito mimo, ao abrigo do esforço que desviriliza, e vivendo ao sabor de uma fantasia, que nem sempre se pode afirmar seja muito sã.

Sobrevem a primeira tentação: como resistirão a ela?

E como serão capazes, eles que foram habituados ao mais abjecto egoísmo, de abnegação, de renúncia, daquela firmeza moral que é a única muralha contra todas as formas de desonestidade?

Lembro as palavras de Barrès: “São – diz ele – pequenas almas, escravas frementes da sensação”.

O que lhes faltou foi sobretudo um quadro,que as teria moldado, a contragosto, impondo-lhes limites e, portanto, fornecendo-lhes obstáculos.

Mais que ninguém, sou partidário do r, da luz, da higiene, e até mesmo de uma certa beleza que, longe de aniquilar o esforço da vontade, pelo contrário, o favorece.

Ms sou inimigo do conforto abusivo, que destrói toda a iniciativa e extingue toda a tensão interior, mesmo em relação ao prazer.

Há, por exemplo, brinquedos que nunca se deveriam colocar à disposição dos políticos.

Entre um povo que vê passar os combóios e os carros que por vezes é preciso empurrar, há, do ponto de vista psicológico, uma diferença enorme, à qual não se dispensa a devida atenção.

Sentar-se no carro do pai e visitar o Minho ou o Alentejo é uma escola de preguiça, na qual a maioria deles se “especializa”.

Pedalar por caminhos poeirentos, com quinze quilos de bagagem, para ver os mesmos lugares, é uma escola de endurecimento físico e de energia moral, que repudiam.

Tive um colega, cujo pai, um grande cirurgião, levava uma vida profissional extremamente dura. Poderia pagar, para si e para o filho, férias sumptuosas nos hoteis de luxo mais caros.

Todavia, escolhia vilegiaturas mais modestas e hoteis de segunda classe.

Quando alguém da sua roda manifestava surpresa, respondia que não desejava, de forma nenhuma, habituar os seus filhos ao conforto excessivo, e sobretudo ao luxo.


Os actuais políticos dominantes, não passam de uns pedantes raladores do povo, que massacram com cada vez mais cortes para poderem continuar a usufruir de uma vida luxuosa, como pretendendo fazer a diferença entre eles e aqueles que ingenuamente lhes dão o seu voto.

Sem comentários:

Enviar um comentário