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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

«PORQUE NOS ENCONTRAMOS “FALIDOS?”»

Por vezes fico admirado com todos esses políticos “adolescentes e imberbes”, alguns dos quais deixam crescer alguma barba para parecerem “senhores”, não passando de “informes”, mas que buscam a sua forma e fama.

Aa sua estrutura mental não está ainda bastante firme, bastantes estável, bastante hierarquizada, para que se possa esperar deles outra coisa, senão delineamentos de ideias e esboços de acção.

Mas, pode-se chegar a dar-lhes, pouco a pouco, aquela rectidão no pensar e no agir que é o apanágio dos homem recto e correcto, sério e honesto, coerente? Não é menos certo de que é preciso levá-los a isso progressivamente., pois, tal como são, não poderiam despender o esforço que se lhes exige, a não ser ao preço de um auto-domínio de que, geralmente, até o homem feito é capaz.

Por isso, vão aprendendo lentamente todas as formas de se apoderarem, impunemente, de tudo quanto possa render-lhes bons dividendos, e mais tarde fazem aprovam “leis” que obrigam os inocentes a pagar pelos roubos cometidos.

Porque, no fundo, de que se trata? Da afirmação de uma individualidade nascente que, opondo-se a outrem, se constrói e se forja a si mesma; esta frase deverá ser multiplicada por vários…

E é isso que nem sempre se compreende, quando se ouve um desses, ou mais, políticos a divagar. Aliás, esses políticos só divagam,  só dizem “asneiras”, sendo julgados como fracos de espírito ou por “brincalhões” de mau gosto.

Subitamente, porém, “rebenta ou estoura a bomba”. Mais um enorme buraco, como aconteceu com e no BPN: monta-se então toda uma encenação à volta do caso, nacionaliza-se o “banco” para que sejam todos os cidadãos a pagar os roubos cometidos, o povo, de tanga, desce às ruas clamando por uma justiça que, também subitamente ficou muda mas que vê perfeitamente e ouve ainda melhor, mudez de conveniência, pois toda a “fina-flor” da política nacional dominante se encontra cúmplice.

Surgem então, os vendedores da “banha da cobra”, sob a forma de “swaps”, querendo vender essas armadilhas aos governantes – que até são contrários aos altos dignitários que conduziram a política anteriormente e o fabrico de “ladroeira”, e os que entretanto enriqueceram à custa dela, afirmam-se perplexos com a situação, criticando a nacionalização e a obrigatoriedade exigida aos contribuintes de pagarem as favas.

Depois de alcançados os fins desejados, ou seja, a demissão do governo, fazem declarações bombásticas e promessas repletas de falsidade, caindo o povo na esparrela de votar nos novos salvadores da Pátria, que a afundam cada vez mais, levando consigo os cidadãos mais frágeis, inventando sempre novos impostos e cortes salarias e das pensões, isentando deles alguns colaboradores e amigos.

Seguidamente surge uma imprensa falada e escrita dividida; uma parte que alinha sempre ao lado do infractor, a outra que tenta manter a aparência do contrário, mas que, dada a contextura actual, acaba por se denunciar a si própria, mais cedo ou mais tarde, e uma ínfima parte que se mantém fiel à verdade, convidando para os seus estúdios comentadores especialistas na coisa, que se limitam a seguir a corrente.

O povo, enfrentando a situação, apresenta-se como ser autónomo, que tanto se deleita em encontrar-se a si mesmo a receber um salário ou pensão diminuído, que nem lhe chega para comer e comprar os medicamentos que toma, vendo-se, entretanto, que os políticos continuam a gastar à tripa-forra e mantendo as frotas de carros de luxo.

E, uma das necessidades dos políticos dominantes é querer reduzir tudo a esquemas abstractos. Isolam, para melhor os compreender, factos que são interdependentes.


No concreto, tudo se relaciona, se encadeia e se cria. Assim é que, por exemplo, dizer absurdos não é apenas o efeito de uma operação desprovida de inteligência, mas de prepotência!

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