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sábado, 10 de agosto de 2013

«OS OLHOS DO OBSERVADOR»

O cérebro pode mentir-nos acerca daquilo que nos é transmitido pelos sentidos, ou seja, dar-nos falsas percepções da realidade. Às coisas que vemos ou ouvimos e que “não estão lá” dá-se o nome de alucinações, fenómeno que pode trer inúmeras causas, entre as quais o hipnotismo.

Por exemplo; obedecendo a uma ordem do hipnotizador, uma pessoa pode ver alguém que não está presente.

Outras causas de alucinações são a falta de sono, o stress, a doença, as drogas e o álcool. Um alcoólico que sofre de delirium tremens pode ter alucinações aterradoras, vendo ou sentindo aranhas ou moscas passeando sobre o seu corpo ou criaturas bizarras, como os famosos “elefantes cor-de-rosa”, e uma pessoa sob o efeito da droga alucinatória LSD pode ver desenhos geométricos ou arrendados suspensos ante os seus olhos.

Numa famosa série de experiências nos anos 50, os especialistas provocaram alucinações nos participantes através de métodos de privação sensorial. Nestas experiências, conduzidas por John C. Lilly, s pessoas eram imersas, nuas, num tanque escuro e silencioso cheio de água à temperatura do corpo.

Eliminando assim a maioria dos estímulos exteriores, os investigadores procuravam testar a teoria de que, privada desses estímulos, a mente preencheria os espaços vazios, criando a sua estimulação própria.

E, na verdade, ao fim de pouco tempo os participantes desta experiência sofriam verdadeiras alucinações, essencialmente visuais. O que viam era de tal maneira sentido como real que muitos não foram capazes de dizer se estavam a sonhar ou acordados.

A actual ministra das finanças aceitou, para além do cargo de “super-ministra dessa pasta”, também a do “tesouro” que era desempenhada por um secretário de Estado.

Ora, a fadiga, entre outras coisas, pode ser causadora de uma das alucinações mais raras e fascinantes que se conhecem: a autoscopia, ou doppelganger.

Trata-se de uma alucinação mista – visual, somática e cinestésica – em que o sujeito desta experiência vê a sua própria imagem a olhá-lo, em geral a cerca de um metro de distância. A imagem reproduz as expressões fisionómicas, a postura e os movimentos do observador, exactamente como num espelho, e o indivíduo, para além de se “ver” a si próprio, “sente” que “é” a alucinação.

A imagem é descrita como transparente, semelhante à de um diapositivo ou de um filme projectado num vidro; em casos particularmente bizarros e raros, a pessoa pode ver o seu sósia num quarto adjacente.

A autoscopia pode aparecer a uma mente normal que se encontre muito fatigada ou sob stress e geralmente ocorre de manhã cedo ou à noite, durando uma questão de segundos.

É mais comum, todavia, em formas graves de doenças cerebrais orgânicas como a epilepsia, tumores e estados confusionais agudos causados por doenças infecciosas ou metabólicas.


Nalgumas culturas, estas alucinações têm sido interpretadas como premonições de morte, que se podem traduzir, entre nós, na morte do actual governo.

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