O cérebro pode mentir-nos acerca daquilo que
nos é transmitido pelos sentidos, ou seja, dar-nos falsas percepções da
realidade. Às coisas que vemos ou ouvimos e que “não estão lá” dá-se o nome de
alucinações, fenómeno que pode trer inúmeras causas, entre as quais o
hipnotismo.
Por exemplo; obedecendo a uma ordem do
hipnotizador, uma pessoa pode ver alguém que não está presente.
Outras causas de alucinações são a falta de
sono, o stress, a doença, as drogas e o álcool. Um alcoólico que sofre de
delirium tremens pode ter alucinações aterradoras, vendo ou sentindo aranhas ou
moscas passeando sobre o seu corpo ou criaturas bizarras, como os famosos “elefantes
cor-de-rosa”, e uma pessoa sob o efeito da droga alucinatória LSD pode ver
desenhos geométricos ou arrendados suspensos ante os seus olhos.
Numa famosa série de experiências nos anos
50, os especialistas provocaram alucinações nos participantes através de
métodos de privação sensorial. Nestas experiências, conduzidas por John C.
Lilly, s pessoas eram imersas, nuas, num tanque escuro e silencioso cheio de
água à temperatura do corpo.
Eliminando assim a maioria dos estímulos
exteriores, os investigadores procuravam testar a teoria de que, privada desses
estímulos, a mente preencheria os espaços vazios, criando a sua estimulação
própria.
E, na verdade, ao fim de pouco tempo os
participantes desta experiência sofriam verdadeiras alucinações, essencialmente
visuais. O que viam era de tal maneira sentido como real que muitos não foram
capazes de dizer se estavam a sonhar ou acordados.
A actual ministra das finanças aceitou, para
além do cargo de “super-ministra dessa pasta”, também a do “tesouro” que era
desempenhada por um secretário de Estado.
Ora, a fadiga, entre outras coisas, pode ser
causadora de uma das alucinações mais raras e fascinantes que se conhecem: a
autoscopia, ou doppelganger.
Trata-se de uma alucinação mista – visual,
somática e cinestésica – em que o sujeito desta experiência vê a sua própria
imagem a olhá-lo, em geral a cerca de um metro de distância. A imagem reproduz
as expressões fisionómicas, a postura e os movimentos do observador,
exactamente como num espelho, e o indivíduo, para além de se “ver” a si próprio,
“sente” que “é” a alucinação.
A imagem é descrita como transparente,
semelhante à de um diapositivo ou de um filme projectado num vidro; em casos
particularmente bizarros e raros, a pessoa pode ver o seu sósia num quarto
adjacente.
A autoscopia pode aparecer a uma mente normal
que se encontre muito fatigada ou sob stress e geralmente ocorre de manhã cedo
ou à noite, durando uma questão de segundos.
É mais comum, todavia, em formas graves de
doenças cerebrais orgânicas como a epilepsia, tumores e estados confusionais
agudos causados por doenças infecciosas ou metabólicas.
Nalgumas culturas, estas alucinações têm sido
interpretadas como premonições de morte, que se podem traduzir, entre nós, na
morte do actual governo.

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