O social-democrata
Miguel Frasquilho, secretário de Estado do Tesouro do Executivo de Durão
Barroso, assume, em entrevista publicada esta sexta-feira no Diário Económico,
que o Governo que integrou e ele próprio desiludiram os portugueses. “Não
cumprimos com aquilo que tínhamos prometido”, admite.
“O Governo de Durão Barroso e eu,
à minha escala, desiludimos os portugueses”. A declaração pertence ao deputado
do PSD Miguel Fasquilho, antigo secretário de Estado do Tesouro, que, em
entrevista ao Diário Económico, confidencia: “Se tivéssemos feito o que
tínhamos prometido, não estaríamos como estamos hoje”, reportando-se à baixa de
impostos que defendia, mas que nunca chegou a concretizar-se.
Aliás,
Frasquilho continua, actualmente, a comungar desse mesmo ideal, afirmando,
nessa senda, que “é evidente que com este nível de carga fiscal não vamos a
lado algum”. Enquanto membro da Comissão da Reforma do IRC, confirma que a
descida deste imposto para 17% “é um dos cenários que temos até 2018”,
advogando que também o IRS deve acompanhar esta tendência.
“É
necessário aliviar fiscalmente de forma progressiva a sociedade. O IRS está
hoje em níveis absolutamente incomportáveis. As pessoas estão sufocadas e, além
disso, como não têm expectativas muito positivas, acabam por não consumir, não
gastar, e as empresas também não investem”, assinala o social-democrata.
Por
outro lado, e já no que concerne à polémica dos contratos swap, o ex-governante
faz sobressair que “houve ingenuidade no início do processo”. “Penso que se derivou
para uma faceta mais politiqueira da questão, que não tem interesse algum”,
comenta a esse propósito.
Miguel
Frasquilho garante ainda que, tanto quanto sabe, “não houve qualquer produto
dessa natureza que tivesse sido contratualizado enquanto” foi “membro do
Governo”. “Pelo menos, não me recordo”, conclui.
N. M.
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