Constança Cunha e Sá acusa primeiro-ministro
de ser «irresponsável» e de tentar disfarçar o falhanço da própria política
No dia em que as instituições europeias
suspenderam todas as decisões sobre Portugal, até que sejam apresentadas
alternativas às medidas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional (TC),
Constança Cunha Sá disse ser inacreditável que o Governo tivesse sido apanhado
de surpresa. A comentadora acusou o primeiro-ministro de transformar o TC em
«bode expiatório» e de, com isso, apenas tentar disfarçar o falhanço de uma
política que está a chegar ao fim.
«Chegamos agora à conclusão que não estava nada previsto, como se a decisão do TC tivesse caído do céu, como se ninguém estivesse à espera dela, como se a coisa se tivesse evaporado. Não evaporou! O Governo sabia perfeitamente que havia a possibilidade muito séria de que algumas normas do Orçamento podiam ser chumbadas. Portanto, isto não foi nenhuma novidade e a responsabilidade em última análise é do Governo, que apresentou pelo segundo ano consecutivo um Orçamento inconstitucional», começou por dizer Constança Cunha e Sá.
No espaço de análise nas «Notícias às 21:00» na TVI24, a comentadora afirmou que «é de uma irresponsabilidade total o Governo não ter um plano B». «Fazer aquilo que o primeiro-ministro fez no sábado, que é atacar tudo e todos e fazer do Tribunal Constitucional o bode expiatório de todos os problemas, não engana ninguém. Ele tenta apenas disfarçar o falhanço de uma política que, no fundo, está a chegar ao fim», defendeu.
Para Constança Cunha e Sá, «mesmo quando critica os partidos da oposição, ele [Passos Coelho] esquece-se que um dos órgãos de soberania que pediu a fiscalização sucessiva foi o próprio Presidente da República. Portanto, este corte que representa 0,8% do PIB (que é muito inferior à derrapagem orçamental de 2012) não podia, e não devia, ser surpresa nenhuma para o Governo», rematou.
«Chegamos agora à conclusão que não estava nada previsto, como se a decisão do TC tivesse caído do céu, como se ninguém estivesse à espera dela, como se a coisa se tivesse evaporado. Não evaporou! O Governo sabia perfeitamente que havia a possibilidade muito séria de que algumas normas do Orçamento podiam ser chumbadas. Portanto, isto não foi nenhuma novidade e a responsabilidade em última análise é do Governo, que apresentou pelo segundo ano consecutivo um Orçamento inconstitucional», começou por dizer Constança Cunha e Sá.
No espaço de análise nas «Notícias às 21:00» na TVI24, a comentadora afirmou que «é de uma irresponsabilidade total o Governo não ter um plano B». «Fazer aquilo que o primeiro-ministro fez no sábado, que é atacar tudo e todos e fazer do Tribunal Constitucional o bode expiatório de todos os problemas, não engana ninguém. Ele tenta apenas disfarçar o falhanço de uma política que, no fundo, está a chegar ao fim», defendeu.
Para Constança Cunha e Sá, «mesmo quando critica os partidos da oposição, ele [Passos Coelho] esquece-se que um dos órgãos de soberania que pediu a fiscalização sucessiva foi o próprio Presidente da República. Portanto, este corte que representa 0,8% do PIB (que é muito inferior à derrapagem orçamental de 2012) não podia, e não devia, ser surpresa nenhuma para o Governo», rematou.
=TVI24=

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